Histórico 2018
galeria

08.12.2018 - 17.02.2019

TRANSANTIQUITY

Transantiquity propõe um espaço de indagação sobre a forma como o legado da Antiguidade se manifesta na reflexão sobre o tempo contemporâneo. A exposição incide sobre a relação entre paradigmas culturais, políticos e filosóficos da Antiguidade e a obra de um conjunto de artistas cuja prática explora ideias de construção de identidades políticas, pessoais e naturais, em diversos territórios.
A ideia de que a Antiguidade pode constituir um património estático ou um repositório simbólico de princípios éticos e estéticos é hoje contrariada pela forma como é interpretada pelo discurso contemporâneo para nos confrontar com a nossa condição atual e pensarmos os caminhos de amanhã. Olhar e refletir sobre o passado como forma de pensar a fragilidade de um projeto político europeu que edifica a sua identidade sobre os mitos e princípios fundadores da cultura greco-romana.
Simultaneamente, a exposição questiona esses mesmos cânones ocidentais, propondo pensar a Antiguidade num mundo global em que se torna indispensável considerar outros discursos, filosofias e crenças.
Declinando-se num projeto que, por um lado, questiona a linearidade do Tempo enquanto veículo de construção de conhecimento e que, por outro, sugere uma leitura aberta e problematizadora de um desejo cíclico e transitório do “clássico”, Transantiquity perscruta o futuro possível a partir da interpretação (e reinvenção) das ruínas do nosso tempo e do tempo dos outros.
Curadoria:
Filipa Oliveira
Guilherme Blanc

Artistas:
Ana Mendieta, Ana Vieira, Basim Magdy, Benoît Maire, Clemens Von Wedemeyer, Derek Jarman, Dineo Seshee Bopape, Fernando Lanhas, Francisco Tropa, Gabriele de Santis, Grayson Perry, Guan Xiao, Haris Epaminonda, Jeronimo Voss, Joana Escoval, Mariana Castillo Deball, Mary Reid Kelley e Patrick Kelley, Núria Güell, Pablo Bronstein e Vasco Araújo

Fotografia:
Filipa Brito
galeria

07.09 — 18.11.2018

MUSONAUTAS, VISÕES & AVARIAS
1960-2010 - 5 décadas de inquietação musical no Porto

Ao longo da sua história, a cidade do Porto foi construindo uma reputação de vanguardismo e liberdade sonora que conduziram à afirmação e ao reconhecimento de nomes fundamentais para a cultura portuguesa contemporânea. A Galeria Municipal convidou o programador e editor de música Paulo Vinhas a desenvolver um projeto expositivo que propõe uma retrospetiva de cinco décadas de força e inquietação na criação musical portuense nas suas diferentes expressões e aventuras sonoras, desde a música erudita à de contestação, até à música experimental e às músicas eletrónicas, através do mapeamento das diferentes práticas musicais surgidas entre 1960 e 2010.
Focada nos impulsos de rutura protagonizados por artistas, divulgadores e movimentos que transformaram a divergência do seu contexto periférico num catalisador de energia, esta exposição tem como intenção primordial a documentação de uma história musical diversificada que contribuiu decisivamente para moldar o panorama da música portuguesa, abrindo novos horizontes que, em muitos casos, extravasaram as suas fronteiras originais para se projetarem na cena artística do seu tempo.
Curadoria:
Paulo Vinhas

Apoio à curadoria e investigação:
Hugo Oliveira, Manuel João Neto, Pedro Junqueira Maia, Pedro Tenreiro, Suzana Ralha

Fotografia:
Filipa Brito, Susana Neves




galeria

06.10 — 18.11.2018

CURVEBALL MEMORY
Musa paradisiaca

A Galeria Municipal do Porto apresenta Curveball Memory, a mais significativa exposição desenvolvida em Portugal por Musa paradisiaca (n.2010), um projeto artístico de Eduardo Guerra e Miguel Ferrão.

A partir da poli-vocalidade e do encontro entre objetos, formas e palavras, a Musa paradisiaca reúne as diversas entidades e figuras tutelares que o duo tem vindo a incorporar na sua prática. Cedo no seu percurso, os artistas identificaram o diálogo como uma ferramenta capaz de criar uma entidade singular que extravasa os limites definidos por qualquer correlação entre famílias e sistemas. A conversa, algo que nos confronta com a ideia de identidade — de alguém que fala e de um outro que ouve —, é também uma palavra que deriva do estarmos juntos em conversão, abrindo a possibilidade de um espaço no qual cada pessoa, ou cada coisa, emerge de forma distinta, mas em estreita relação.  

Um projeto sobre diálogo e co-presença, Curveball Memory encena estes elementos como memórias transitórias e em múltiplos processos de devir, materializando a sua contínua transformação em objetos textuais, sonoros, imagéticos, fílmicos, escultóricos e performativos. A exposição parte do potencial do diálogo na emancipação da linguagem do domínio da consciência humana, auscultando coisas frequentemente representadas como mudas.

Curadoria:
Sofia Lemos

Agradecimentos:
Dan Gunn Gallery, Berlim

Fotografia:
Dinis Santos
galeria

09.06 — 19.08.2018

PRÉMIO PAULO CUNHA E SILVA

O Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva foi criado em 2015 pela Câmara Municipal do Porto como homenagem ao antigo vereador da cultura Paulo Cunha e Silva, direcionando‑se a artistas nacionais e internacionais com menos de 40 anos que não tenham tido mais do que uma exposição individual numa instituição, ou espaço de arte, de relevo a nível internacional. O júri da primeira edição – composto por João Laia, Vicente Todolí, Meg Stuart e Julião Sarmento – analisou os portefólios de 47 artistas selecionados por um conjunto de 16 curadores indicados pelos quatro jurados. A Galeria Municipal apresenta uma exposição com obras dos seis finalistas da primeira edição do Prémio –  Christine Sun Kim, Jonathas de Andrade, June Crespo, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Naufus Ramírez Figueroa, Olga Balema. O primeiro Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva foi atribuído por unanimidade a Mariana Caló e Francisco Queimadela.
O Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva é apoiado pela Fundação Millennium bcp.
Curadoria:
Guilherme Blanc
João Laia

Artistas:
Christine Sun Kim, Jonathas de Andrade, June Crespo, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Naufus Ramírez Figueroa, Olga Balema

Fotografia:
Dinis Santos

Apoio:
Fundação Millennium bcp
galeria

30.06 — 19.08.2018

O ONTEM MORREU HOJE, O HOJE MORRE AMANHÃ

A Galeria Municipal do Porto convidou a artista Carla Filipe a desenvolver um projeto expositivo sobre as práticas sociais em clubes e bares, enquanto espaços de fuga à falência iminente dos sistemas sociais diurnos. Uma das características fundamentais do trabalho de Carla Filipe é documentar e cartografar: através de um olhar atento e de um marcado envolvimento com o seu entorno, a artista procura incessantemente os elementos basilares que conferem sentido à vida de uma comunidade específica. A presente exposição baseia-se na sua experiência da vida noturna — como artista plástica produziu cartazes e imagens para eventos de música eletrónica e DJ sets — e foi concebida em colaboração com o curador Ulrich Loock.
A mostra reúne diversos artistas locais e internacionais que exploram formas de experienciar a noite, nomeadamente a interseção entre música e imagem. Os seus trabalhos mantêm um carácter autónomo enquanto criação artística, simultaneamente refletindo as relações entre singular e plural, o indivíduo e a comunidade, e evocando a história da arte e a sua ligação à música através de um conjunto de referências específicas.

Curadoria:
Carla Filipe
Ulrich Loock

Artistas:
Pedro Abrantes, João Alves, João Alves Marrucho, Marta Ângela, Mauro Cerqueira, Jürgen Drescher & Reinhard Mucha, Tomé Duarte, Carla Filipe, Dayana Lucas, Raymond Pettibon,  Oscar Powell & Wolfgang Tillmans, Rudolfo, Diogo Tudela, von Calhau!

Fotografia:
Dinis Santos


galeria

16.03 — 20.05.2018

GERMINAL
O núcleo Cabrita Reis na Coleção de Arte Fundação EDP

Na sequência da aquisição da Coleção Cabrita Reis pela Fundação EDP em 2015, a Galeria Municipal do Porto, em colaboração com o Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT), apresenta agora a maior exposição alguma vez realizada a partir deste espólio. Germinal debruçar‑se‑á sobre um vasto e significativo conjunto de obras, adquiridas pelo artista ao longo dos últimos quase trinta anos, com especial incidência sobre os momentos iniciais ou originários das carreiras de artistas nacionais cujos percursos têm vindo a afirmar‑se ao longo do tempo. Com uma ampla e sólida representação da chamada ‘geração de 90’ e, também, com a presença de artistas de gerações anteriores e posteriores, pretende‑se trazer a público um conjunto de obras marcantes, revelando o olhar de um colecionador atento e amplamente vinculado ao apoio a artistas e às práticas experimentais, sinónimo de cosmopolitismo, vanguarda e compromisso com o futuro.


Coorganização:
MAAT

Curadoria:
Pedro Gadanho
Ana Anacleto 

Artistas: Ana Pinto, António Olaio, Carlos Bunga, Carlos Roque, Francisco Queirós, Francisco Tropa, Gil Heitor Cortesão, Hugo Canoilas, Joana Vasconcelos, João Ferro Martins, João Louro, João Paulo Feliciano, João Pedro Vale, João Tabarra, Jorge Queiroz, José Loureiro, Luís Nobre, Noé Sendas, Nuno Cera, Paula Soares, Paulo Brighenti, Paulo Mendes, Pedro Cabral Santo, Pedro Gomes, Rodrigo Oliveira, Rosa Carvalho, Rui Calçada Bastos, Rui Moreira, Rui Toscano, Rui Valério, Sílvia Hestnes Ferreira, Vasco Araújo, Vasco Costa


Fotografia:
Ricardo Castelo / Fundação EDP

Assine a nossa newsletter