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Galeria Municipal do Porto

Reverberações de um corpo-tela

Wura Moraes

07.06.2025

Horário

14:30 + 17:00

Local

GMP — Piso 1

Entrada

Gratuita

A performance de Wura Moraes propõe trabalhar a partir do princípio de corpo-tela ou corpo-imagem, como prefigura no livro de Leda Maria Martins, “Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela.”

A dançarina e coreógrafa luso-brasileira explora a produção de imagens – visuais, sonoras e cinéticas -, através de objetos do seu arquivo familiar, para criar composições que convocam narrativas, imaginários e camadas temporais diversas.

Os adereços deste arquivo, dão continuidade e relacionam-se com o projeto que a artista tem vindo a desenvolver: “Confluências”, onde evoca a memória do seu pai Mário Calixto e do seu tio Miltércio Santos, bailarinos e criadores.

Dançarina e coreógrafa luso-brasileira, Wura Moraes é licenciada pela Faculdade Angel Vianna (Brasil), fez formação na École des Sables (Senegal), EDIT (Burkina Faso), e FAICC (Portugal). Co-criou com Joana Lopes, “Alienada e Agente”, e foi intérprete de “Cribles7Live-Porto” de Emmanuelle Huynh. Na Baía, desenvolveu a par com Loke Wolf a plataforma de pesquisa em dança contemporânea Autodidança. Coordenou o AgitLAB (Águeda), sob curadoria de Paulina Almeida, coproduzindo LAMB – LAND ART MOVING BIENNAL, com Malgosia Sus, coordenou o Dance Temple e codirigiu com Darya Efrat, a performance-trajeto “Ilhas Suspensas”, ambos para o Festival dos Canais (Aveiro). Como intérprete participou em NKISI de Gil Mac, Time Capsule na JAB/Croácia, Serei/Afrodiaspórica de Dori Nigro, Eco_Movements de Plastic Art Performance Collective (Romênia), Un Enclos (pour l’impératrice) de Charles Cardin-Bourbeau, Feijoada de Calixto Neto, e no projeto Greenhouse com Mónica de Miranda. Em coprodução com o Festival DDD 2024, estreou HENDA I XALA, parte do projeto-maior Confluências, em homenagem ao seu pai Mário Calixto (1960-1996), bailarino e coreógrafo.

A performance integra o programa de ativações da obra Intervalo Temporal, presente na exposição Profundidade de Campo, de Mónica de Miranda.

Fotografias de Renato Cruz Santos

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