Apresentação do Manual Antirracista para as Artes e Educação
Com UNA – União Negra das Artes
31.01.2026
Horário
15:00
Local
Auditório BMAG
Participação
Gratuita
O Manual Antirracista para as Artes e Educação surgiu da necessidade de desacomodar pensamentos e práticas nas áreas da arte e da educação. Nesta sessão, Dori Nigro e Raquel Lima, em representação do Coletivo UNA – União Negra das Artes, irão partilhar com o público o processo em curso para a criação deste manual que busca ser, antes de tudo, um objeto esperançoso, antirracista, crítico e mediador de pontes entre a arte e a educação.
Dori Nigro é criador, performer, arte-educador e investigador, com passagem pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Desde 2007, dedica-se a práticas artísticas de cruzamento disciplinar. Possui doutoramento, mestrado e especialização no campo da arte contemporânea, práticas artísticas e arte/educação. É licenciado em pedagogia e bacharel em comunicação social/fotografia. Vive e atua entre Portugal e Brasil, dinamizando atividades colaborativas com artistas e comunidades locais. Cuida, com Paulo Pinto, da LÁRoyé, casa/atelier de partilhas afetivas, criativas e ancestrais, desenvolvendo investigações e criações no âmbito da prática artística e da arte/educação. É membro da União Negra das Artes (UNA).
Raquel Lima é poeta, arte-educadora, performer, ensaísta e artista transdisciplinar. É licenciada em Estudos Artísticos – Artes Performativas e investigadora de doutoramento em Estudos Pós-Coloniais, com um interesse particular em oratura, memória intergeracional, movimentos afro-diaspóricos e práticas contemporâneas de escapismo, abstração e cura. Tem apresentado o seu trabalho académico e artístico em vários países, nomeadamente nas Bienais de Veneza e São Paulo. Foi eleita uma das 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela revista Bantumen e cofundou a associação cultural União Negra das Artes (UNA).
A União Negra das Artes é uma associação cultural que surge no âmbito da luta antirracista e da afirmação de negritude em Portugal, com ênfase nas diversas manifestações e debates em torno da reivindicação de direitos humanos, da descolonização do conhecimento e da valorização do legado artístico-cultural protagonizado por pessoas negras. A constituição da associação, em Abril de 2021, resulta da necessidade de uma estrutura que defenda os interesses específicos da negritude no setor cultural, atendendo às continuidades históricas do racismo colonial que mantém assimetrias profundas e dificultam a criação, fruição, acesso, produção, programação e, consequentemente, a representatividade negra no sector artístico em Portugal. Os seus principais objetivos são a promoção, elevação e fortalecimento da representatividade negra no campo artístico português, assim como o reconhecimento e a valorização do património imaterial da população negra em Portugal. O seu foco é contribuir para a elaboração de políticas de reparação e medidas de ação afirmativa ao nível das artes e da cultura, em articulação com artistas, movimentos sociais, entidades públicas e privadas.
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