• Visita de Estúdio 👁

    Colectivo Bergado

    No cruzamento de duas realidades criativas distintas – as artes visuais e a música – surgiu em 2016 o Colectivo Bergado, que tem focado boa parte do seu trabalho nas áreas da pintura e performance musical, com diferentes influências e vertentes. Uma delas é o projeto musical Terebentina que, tal como a palavra original, dilui barreiras entre elementos e matérias. Aqui, mistura-se o som com a paisagem do Porto e o trabalho de artistas exteriores à cidade.
     
    Visitámos o atelier de Guilherme Oliveira, vocalista do grupo, onde ficámos a conhecer o trabalho e projetos futuros do Bergado, assim como o processo de criação do seu primeiro álbum de estúdio, "Um palmo acima do chão". Gravado no CCOP, o álbum conta com a colaboração do músico neozelandês Michael Morley, membro dos The Dead C, e produção de Jorge Queijo e Francisco Oliveira.
     
    O Bergado criou ainda a editora online Berga Malhas, que reúne o eclético repertório sonoro do Colectivo.
     
  • Visita de Estúdio 👁

    A Piscina

    Nas últimas décadas, a cultura urbana do Porto tem demonstrado a força e vontade para se ativarem espaços que vão ficando esquecidos na cidade. Já se fizeram exposições em quartéis devolutos ou debates em antigas salas de bilhar. Recentemente, um outro lugar improvável, uma piscina. Construída nos anos 30, foi esvaziada da sua função há alguns anos e, de novo, cheia com uma nova programação.
     
    Em plena pandemia, quatro amigas ligadas à dança, ao teatro, e à produção de projetos com a comunidade, resolvem levar avante a ideia de criar A Piscina. Carolina, Eduarda, Lea e Maria Inês apresentam uma agenda com aulas de dança contemporânea e movimento para atores; workshops para famílias, yoga e escrita criativa. Em breve querem criar o primeiro espaço de trabalho para coreógrafos e performers.
     
    A convocatória está lançada: “não se levem demasiado a sério, saiam da zona de conforto e tomem consciência da fisicalidade, da energia e do movimento dos vossos corpos”.
  • Visita de Estúdio 👁

    Odair Monteiro

    É entre negativos fotográficos, reveladores e sais de prata que encontramos grande parte da prática fotográfica de Odair Monteiro.
     
    Nasceu em Cabo Verde e foi em Lisboa que estudou Ilustração e Fotografia. Mudou-se para o Porto há 7 anos e é em Campanhã, na encosta de Nova Sintra, que montou o seu estúdio de realização e de impressão. Ao longo dos anos, tem vindo a integrar diferentes projetos, como o Coletivo GMURDA, que tem vindo a explorar a performance, o som e o vídeo, e que apresentou a exposição “Trabalho Nenhum”, no espaço Rampa, em 2021. 
     
    Fotografa, e por vezes filma, estruturas arquitetónicas devolutas, ou ruínas industriais, mas não só. Interessa-lhe uma espécie de intermitência no quotidiano da vida, sem ter de procurar um propósito para tal, ou até uma razão poética ou política para justificar o que vai criando. 
  • Visita de Estúdio 👁

    Oficina Mescla

    Em 2019, a Alexandra Rafael e o Tomás Dias tinham o mesmo sonho, o de criar uma oficina de gravura no Porto. É assim que surge a Mescla, fruto da troca de saberes e experiências entre gerações diferentes, mas com a mesma vontade de fazer e explorar mais.
     
    Encontraram o espaço ideal no centro da baixa portuense. Conscientes do património industrial, reativam máquinas centenárias, não fossem as técnicas de impressão acompanhando a história há séculos. E como o saber não ocupa lugar, aqui se aprendem os mais diversos processos: da serigrafia, à calcografia, passando pela litografia, a xilogravura ou a linogravura. É bem-vindo quem queira experimentar, ou somente quem precise de espaço para pôr em prática os seus projetos. 
  • Colectivos Pláka

    Candidaturas ao novo curso dos Colectivos Pláka até ao próximo dia 16 de setembro

    Até 16 de setembro, performers e pessoas que trabalhem na área da dança ou com particular interesse no corpo e movimento podem inscrever-se no curso “The Climate, The Worry, The Dance” (O clima, a inquietação, a dança), que terá lugar na Galeria Municipal do Porto de 28 de setembro a 1 de outubro e de 12 a 15 de outubro.
     
     
    Mais informações em plaka.porto.pt.
  • Visita de Estúdio 👁

    Elvira Leite

    Elvira Leite estudou pintura na FBAUP. Desde os anos 1960 que luta pela mudança de um país, na altura pobre e analfabeto, acreditando que a escola deveria ser complementada por práticas criativas e próximas da Arte.
     
    Nos primeiros anos que seguiram a revolução de 1974, acompanhou os processos que promoviam melhores condições de vida e habitação, como o SAAL, concretizando projetos de desenvolvimento criativo no Bairro da Sé, no Porto. "Quem te ensinou? — Ninguém", é o nome da exposição que revisita o projeto e que está, também, publicada pela Pierrot Le Fou.
     
    Nos anos 1990, integrou os primeiros serviços educativos de museus como o do MNSR e o da Fundação de Serralves. Escreveu, em co-autoria, livros sobre ensino artístico e também livros-jogo para crianças, famílias e escolas.
     
    Hoje em dia, a sua energia contagiante e vontade em partilhar permanecem intactas. Ainda há muito para fazer e ensinar. "Nunca dei duas aulas iguais e, no entanto, as matérias eram as mesmas ao longo de muitos anos!".
  • Descontos nas edições da GMP durante a Feira do Livro do Porto

    Até 11 de setembro, continuamos pela Feira do Livro do Porto e, seja no nosso balcão ou na Livraria CMP, podem comprar as nossas publicações com descontos! 
     
    Boas leituras!
     
    📚 30%
    Apesar de não estar, estou muito / Dj Nobita Early Years 2002
    Fórum do Futuro: Vita Nova
    Musa Paradisíaca: Visões do mal-entendido
    Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010: 5 décadas de inquietação musical no Porto
    Nets of Hyphae
    Politics of Survival
    Post-Nostalgic Knowings 
    P. Uma Homenagem a Paulo Cunha e Silva
    Quatro Elementos
    O ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã
    Transantiquity
     
    📚 20%
    9kg de Oxigénio
    Máscaras (Masks)
    PANDEMIC – I Don’t Know Karate But I know Ka-razor
    The Time(s) of Contemporaneity
    To School Out of School
    Waves and Whirlpools
  • Visita de Estúdio 👁

    Gui Flor

    Gui Flor descreve-se como uma artista “à procura de uma existência com o menor impacto no planeta e o maior impacto nas pessoas”, e assim o foi durante a nossa visita de estúdio, onde descobrimos, ao ritmo de uma longa conversa de fim de tarde, o seu profundo conhecimento de odores e sabores, texturas e temporalidades, sons e manifestações poéticas. 
     
    O seu projeto “exercícios de florescimento”, vencedor do apoio do Criatório deste ano, entrecruza a ecossexualidade, a transfeminilidade e as relações de afeto através de uma exploração tanto pessoal e íntima, como profundamente atenta às questões vitais do presente, como as políticas de afeto, a consolidação das identidades de género e a necessidade de viver de modo harmónico e sustentável com o planeta. 
  • Horário do balcão da GMP durante a Feira do Livro

    Durante o período da Feira do Livro do Porto, até 11 de setembro, o horário de abertura do balcão da GMP extende-se entre as 12 e as 20 horas, onde poderão consultar e adquirir as edições da Galeria.
  • Visita de Estúdio 👁

    João Pedro Trindade

     A escala do atelier de João Pedro Trindade  é a da cidade. Lá fora o campo de estímulos é tão maior, quase infinito, que o estúdio entre quatro paredes é onde se limam arestas e se testam e armazenam materiais. Como um íman, é atraído pelos pormenores mais impercetíveis das ruas, que só o olhar treinado antevê como campo de possibilidades.
     
    Estudou pintura na FBAUP mas cedo concluiu que um só meio não seria suficiente. Também usa o cartão prensado, o gesso, o alumínio, o serrim. Trabalha em séries. Recolhe tapetes e passadeiras vermelhas das ruas e apresenta-as com a mesma dignidade de uma pintura. Resgata os papéis de alumínio descartados, de bombons, e grava neles o que o olho vê, mas não dá conta: grandes áreas de chão, de parede, pequenos detalhes, ou um qualquer objeto, todos eles prensados pela força do martelo.
     
    João Pedro Trindade tem vindo a colaborar em projetos de divulgação cultural como a Painel, a Nartece e Sismógrafo, onde recentemente apresentou a exposição “Under the Rug”.
  • Galeria Municipal do Porto lança nova publicação em formato vinil

    Depois da exposição de Luís Lázaro Matos apresentada em 2020, "Waves and Wirlpools" está disponível para ler e ouvir.
     
    Com curadoria de Martha Kirszenbaum, o projeto expositivo nasceu do fascínio do artista pela mitologia do mar. Sendo a música uma das principais componentes da sua prática, Luís Lázaro Matos inspirou-se nos sete temas do seu álbum, “Waves and Whirlpools”, para criar os sete dípticos que constituíram a exposição homónima no espaço da Galeria Municipal do Porto.
     
    O projeto editorial condensa o álbum musical e é acompanhado por contribuições textuais do artista e curadora da exposição, assim como do curador Raphael Fonseca.
     
    A publicação está disponível para compra no balcão da Galeria Municipal do Porto, ou por correio, através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt.
  • Reabertura do balcão de atendimento

    O balcão da Galeria Municipal do Porto reabriu a partir de hoje, onde poderá consultar e adquirir as edições que acompanham os projetos expositivos e programas públicos!
     
    Relembramos que o projeto Encontros à Superfície continua presente na fachada do edifício da GMP, com a obra de Catherina Lisovenko.
  • Visita de Estúdio 👁

    Teresa Arêde

    A prática de Teresa Arêde  desenrola-se a partir de duas linhas: a das ferramentas das artes—como o desenho, a fotografia, a gravura ou a escultura—e a da potência da voz, instintiva e singular, marcada pelo estudo musical clássico.
     
    Um sem fim de imagens habitam o seu espaço de trabalho. Interessa-lhe repensar plasticamente o artifício de óperas barrocas como as de Händel ou Monteverdi e também de outros períodos, posteriores e anteriores, investigando as múltiplas leituras da história.
     
    Conta-nos como a voz é matéria que se molda em diferentes formas, funcionando como "coluna vertebral para tudo o resto". Ainda que o canto acompanhe a humanidade, cabe à imaginação conceber o que não foi registado, escrito, nas paredes da Pré-história. E é no cruzamento com o que não se sabe que surgem as suas múltiplas ficções, conjeturas e arqueologias alternativas, exploradas em vídeo, áudio ou em cacos de barro e gesso.
     
    Teresa Arêde estudou arte na Faculdade de Belas Artes da U. do Porto e no Royal College of Art e Canto Lírico na Guildhall School of Music & Drama.
  • Visita de Estúdio 👁

    Rita Senra

    Ao entrarmos no atelier da Rita Senra, sente-se o cheiro da tinta e das cascas de laranja que se espalham na mesa de trabalho. Entre os papéis coloridos, uns com listas e dobras, encontram-se os desbotados, marcados pelos anos. É nessa intermitência, a da passagem do tempo, que a sua prática se move, aceitando-o como é: necessário e sem bússola, sem prazo e sem a urgência da indústria ou do capital.
     
    Prefere as matérias que parecem não ter mais lugar nos dias de hoje, seja pela sua aparente fragilidade ou falta de robustez: guardanapos, papéis esquecidos em papelarias já fechadas, sacos que já não têm uso, cascas de fruto. Dá-lhes, no seu devido tempo, a força e o caráter do material mais forte, mas não menos sensível, através de camadas de tinta em ritmos marcados, remates e suturas. Lembra o labor da costureira, que passa horas a cerzir, em compassos, mas sem o relógio no pulso.
     
    Rita Senra é natural de Barcelos e mudou-se para o Porto, onde estudou pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Faz parte do Sismógrafo e participou recentemente no curso de Artes Visuais promovido pela Fundação Luso-Americana, no Arquipélago-Centro de Artes Contemporâneas, nos Açores.
  • Visita de Estúdio 👁

    Landra

    Landra, bolota, boleta. Filha do carvalho, da azinheira, do sobreiro. Resistente à industrialização, à globalização e à chamada modernização da agricultura, a landra manteve-se autónoma, alimentando outros animais que não os humanos e não sofrendo imposições genéticas.

    Landra é também o nome que Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho deram ao seu percurso de vida e de arte, feito na companhia das muitas formas de vida que os desafiam e ensinam a viver de modo harmónico, complexo e equilibrado com o mundo natural. 
     
    Durante a nossa visita ao território onde vivem e trabalham, falámos de plantas, microorganismos e animais, de seca e caça, e imaginámos o contributo que a prática e metodologias da arte podem dar à criação de um modo de viver diferente. 
  • De 1 a 15 de agosto

    Encerramento temporário do balcão de atendimento da GMP

    A recepção da Galeria Municipal estará encerrada entre o dia 1 e 15 de agosto, mas é sempre possível visitar o projeto Encontros à Superfície, na fachada do edifício.
    A obra atual é de Catherina Lisovenko e poderá ser vista até ao final deste mês. 
     
    O projeto apresentará ainda intervenções de Alevtina Kakhidze e da dupla 12345678910 Studio que, tal como aconteceu nas obras anteriores, colaborarão com a artista e designer Irina Pereira criando uma zona de troca e um espaço comum entre duas realidades.
  • Visita de Estúdio 👁

    Jiôn Kiim

    Jiôn Kiim nasceu em Busan, na Coreia do Sul. Depois de passar por escolas de artes e residências em Dresden e Estugarda, na Alemanha, instalou-se no Porto há cinco anos.
     
    O dia-a-dia é passado no Clube de Desenho, um atelier partilhado com outros artistas, que é também um espaço de exposição. A pintura e o desenho confluem naturalmente, recorrendo a pigmentos naturais, materializado à escala dos blocos de notas e cadernos diários, ou pela do chão e das paredes.
     
    Os suportes vão do papel antigo e manchado, comprado em resmas, às réguas de soalho em madeira, que se tornam séries “que desafiam os antípodas do controlo, da disciplina, da ordem” e se vão tornando em biombos e fronteiras verticais no espaço do atelier. Enquanto espectadores, tentamos reconhecer símbolos e signos, mas a ambiguidade que advém desses gestos coíbe a interpretação, devolvendo-nos o caráter mais real da pintura.
     
     
     
  • Visita de Estúdio 👁

    Matias Romano Aleman

    Pinturas a óleo sobre papel, madeira e em caixas de fósforos, objetos empilhados, entre eles um corpo de vidro, cadernos, desenhos e papéis com notas escritas: estes são alguns dos fragmentos que compõem o cosmos caótico que define o atelier de Matias Romano Aleman.
     
    Natural de Buenos Aires, vive no Porto desde 2020. Como um respigador, é nas ruas da cidade e nos objetos que encontra que busca inspiração para o seu trabalho, cruzando as memórias dos outros com as suas, aliadas à música que ouve e aos livros que lê. As peças que cria, sejam elas planas ou tridimensionais, revelam uma inquietação imanente e excêntrica, resultando em obras que têm tanto de real quanto de fantasia.
     
    Paralelamente, criou a plataforma "Archivo de Listas Notas y Dibujos DE La Calle" (instagram: @archivodelistasnotasydibujos), onde partilha algumas das notas, listas, desenhos e cadernos que encontra, resultando num arquivo orgânico de mensagens anónimas, mas mundanas, em permanente crescimento.
  • Visita de Estúdio 👁

    José Almeida Pereira

    Na visita ao ateliê do José Almeida Pereira (Guimarães, 1979), localizado numa antiga galeria comercial no centro do Porto, somos imediatamente confrontados com um processo de criação imparável, mas lento, organizado espacialmente por infinitas camadas de pintura.
     
    A sua prática revela uma obsessão pela apropriação de imagens, em particular as que reproduzem as grandes obras da História da Arte Occidental, às quais facilmente reconhecemos a autoria e localização nos grandes museus europeus. É a partir daí que o artista provoca e desafia as propriedades auráticas das grandes composições, recorrendo a distorções, fragmentações e anamorfoses, complementadas por processos tecnológicos de filtragem da imagem, traduzindo-se num estranhamento que inquieta a visão.
     
    Contrariamente aos referentes utilizados, a pintura afirma-se aqui como um exercício de metalinguagem, onde tudo fica por dizer, por contestar, por resolver.
  • Visita de Estúdio 👁

    Rita Castro Neves e Daniel Moreira

    Dois artistas com percursos separados, Rita Castro Neves e Daniel Moreira, encontram-se em 2015 para formar um caminho comum que percorre múltiplas práticas como a fotografia, o desenho, o vídeo ou a performance. Traçam no território caminhos de pé posto, seguem os chocalhos dos animais, ouvem as histórias dos pastores, pernoitam em cortelhos, registam e recolhem elementos da paisagem: “de tanto observar, ouvir e desenhar somos como o transformismo dos humanos em animais e vegetação”.
     
    Em 2022 criaram o espaço NEBLINA, no Porto, um espaço oficinal que também é de mostra pontual de exposições. Um pouco antes, em 2020, recuperaram a Escola da Macieira, nas montanhas de São Pedro do Sul, tornando-o um espaço casa-atelier onde recebem artistas para um projeto de residências focado nas questões do território, da natureza e do rural, na preservação ambiental e ecológica.
  • A Galeria Municipal do Porto apresenta nova proposta para Encontros à Superfície

    A partir de hoje, é possível conhecer a nova intervenção do projeto Encontros à Superfície na fachada da Galeria Municipal do Porto, que até ao final do ano irá expor as obras de quatro artistas ucranianos. 
     
    A nova obra é de Catherina Lisovenko, artista cuja obra investiga representações de poder e ideologia. Na sua série de trabalhos mais recente, a artista responde à agressão aberta da Rússia contra a Ucrânia, abordando formas de resistência, determinação e a procura de justiça. A peça apresentada, “Untitled”, inspira-se numa pintura feita pela artista em Kiev a 22 de fevereiro de 2022, o dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia. Poderá ser visitada na fachada da Galeria até ao final de agosto.
     
    O projeto Encontros à Superficíe teve início em maio com a obra "the same hair", da artista Anna Zvyagintseva, e contará ainda com as contribuições da artista Alevtina Kakhidze e da dupla 12345678910 Studio (Yevhenii Obraztsov e Anastasiia Omelych). Cada imagem, exibida durante seis semanas consecutivas, é interpretada pela artista e designer Irina Pereira num gesto que cria um espaço de encontro e partilha entre realidades e experiências distintas.
  • Visita de Estúdio 👁

    Saber Fazer

    Saber Fazer foi fundado em 2011 por Alice Bernardo, como um lugar oficinal e de criação que estimula, mal se entra, os sentidos: o cheiro das flores do linho, a textura das lãs resultantes da tosquia, ou as cores dos frascos com plantas tintureiras.
     
    Apelando à disseminação de conhecimento sobre cada matéria-prima ou ferramenta, tudo integra um repositório maior que vai do levantamento ao registo, da coleta à produção. A partir de três ofícios principais—Lã, Seda e Linho—abordam-se questões estéticas e práticas de sustentabilidade económica, ambiental e social, numa plataforma de partilha entre aprendizes, artesãos e profissionais nas áreas de tinturaria natural, tecelagem, feltragem, cestaria e tapeçaria.
     
    Saber Fazer tem lugar na Rua da Aliança 112-114, Porto e está aberta a todos que pretendam frequentar cursos e comprar matéria-prima ou ferramentas.
  • Visita de estúdio 👁

    Pedra no Rim

    Fomos ao Bonfim visitar Pedra no Rim, um atelier de cerâmica criado por Fabrizio Matos e Israel Pimenta.
     
    Através de um mapeamento político, social e emocional do bairro, esta dupla de artistas recolhe objetos abandonados e inusitados das ruas, cartografando cada local e registando cada pormenor.
    Dos sapatos, naperons e perucas perdidas, aos ratos, gatos e pombos atacados por gaivotas, cabe ao barro eternizá-los, reproduzindo um atlas de memórias e mitologias urbanas, vivências e vícios locais.
     
    O nome "Pedra No Rim" deixa antever a mistura entre o humor e o bizarro, num processo de criação autodidata onde a estratégia política emerge na produção e venda de cada peça. É o caso da série "Sapo Anti-Racista", fabricado em igual quantidade ao número total de votantes de extrema-direita na freguesia do Bonfim, revertendo parte da sua receita para a organização SOS Racismo.
  • Galeria Energia

    Invernomuto @ Público/Ípsilon, por Mariana Duarte

    O programa triplo com Invernomuto, em destaque no jornal Público, num artigo escrito por Mariana Duarte.
     
    A dupla italiana apresentou dois filmes no Cinema do Passos Manuel,  inauguram EMPIRE 2020 no Sismógrafo e, por fim, apresentaram um Concerto Comentado na concha Acústica dos Jardins do Palácio, parte da Galeria Energia.

    Para ler a notícia na íntegra, clique aqui.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Vera Mota

    Vera Mota é artista residente nos Ateliers Municipais do Porto.
     
    Para além da formação em Belas Artes pela FBAUP, a dança contemporânea tem acompanhado o percurso de Vera Mota, informando e expandindo a sua prática. A "consciência performática do fazer" sublinha a relação íntima que explora com os materiais num jogo organizado de ritmos, conceitos e escalas onde o corpo delibera e por vezes se materializa.
     
    A artista pensa o espaço expositivo e a relação entre as obras como uma coreografia dedicada, onde cada volume integra uma síntese de movimentos, muitas vezes corporizados em desenho.
    www.veramota.com
  • Visitas de Estúdio 👁

    Tânia Dinis

    Fomos ao atelier-casa de Tânia Dinis, não fosse a sua prática artística tão intimamente ligada à escala do doméstico, cruzando as memórias fotográficas e fílmicas da família, num universo diarístico que se revela a si próprio. 
     
    A sua formação em Estudos Teatrais, na ESMAE, e um mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas, na FBAUP, conduziu o seu trabalho para as possibilidades do cinema, jogando com o movimento do filme, a estática da fotografia e os dispositivos de projeção. O material analógico, em diálogo com o passado, auxilia as perspetivas de memória e ficção, criando narrativas onde o tempo assume um papel preponderante.
     
    Nas palavras da artista — “interessa-me o que não estás a ver, o que se pode construir e ficcionar a partir da imagem” — e é por entre as camadas, os planos sobrepostos e as lentes óticas que a história se escreve, ressignifica e transforma.  
    www.taniasofiadinis.wixsite.com/tania
  • Visitas de Estúdio 👁

    Ruben Santiago

    Esta semana visitámos o atelier do artista Ruben Santiago. Originário de Lugo, Galiza, e residente no Porto, Ruben Santiago interessa-se pela relação entre a alquimia e o simbolismo. 
    Durante a nossa visita, contou-nos como tem vindo a materializar a transmutação cíclica da vida, criando obras em que as tradições simbólicas e conceptuais se intersectam num mundo antropogénico.
    Nesta imagem vemos uma das 60 sementes de Baobá que utilizou na obra “Not what is cracked up to be”, em que homenageia as tradições pictóricas das comunidades de aborígenes australianos com as quais conviveu.

     
    www.rubensantiago.net
  • Visitas de Estúdio 👁

    Cristina Mateus

    Cristina Mateus  foi, durante muito tempo, uma artista-mulher num grupo maioritariamente feito de artistas-homens. É nessa altura que se aproxima da multimédia, atraída pelas exigências tecnológicas que a multidisciplinaridade desta linguagem artística impunha nos anos 90. O cinema de Kiarostami, de Agnés Varda e de Pedro Costa levam-na a perceber que o trabalho se faz fora do atelier, muitas vezes na estrada, a conduzir, ou no registo de uma caminhada. 
    A rotina da investigação foi fundamental para perceber “que a noite é construtora e que o dia é de acumulação”. E é neste ciclo que os trabalhos são fotografias do equipamento que usa para recolher imagens, como as máquinas de filmar, e da escrita para o doutoramento, como o ecrã do computador. 
     
    —"O trabalho artístico não está nos sítios onde se espera que esteja.”, diz-nos
     
    Além de artista, Cristina Mateus é também professora na FBAUP. Aí, centra-se nos processos de criação de significados e sentidos, trabalhando na criação de uma escola de artes mais “leve”, adaptada a questões como a neurodiversidade e inclusão. 
  • Visitas de Estúdio 👁

    Letícia Maia

    Qual a relação entre corpo, poder e performance? Esta questão tornou-se central no trabalho de Letícia Maia, artista que reside em Portugal desde 2019 e que articula a sua formação em “Artes do Corpo”, em São Paulo, com o projeto de mestrado em Artes Plásticas, pela FBAUP, no Porto.
     
    É através da performance, mas também da fotografia, vídeo e objetos, que a artista explora “o corpo como problema”. Cruza exercícios e coreografias, desdobrando conceitos teóricos como o de “corpos-dóceis”, para questionar a construção social do corpo.
     
    Das ações de Letícia disparam poéticas que nos desafiam a repensar o mundo e as suas normas. Talvez, até, “aprender a desobedecer”.

     
    www.cargocollective.com/leticiamaia
  • Anna Zvyagintseva

    Encontros à Superfície

    Encontros à Superfície é o mais recente projeto expositivo da Galeria Municipal do Porto, e traz para o exterior do edifício intervenções de quatro artistas da Ucrânia que, entre abril e dezembro de 2022, irão partilhar a sua realidade com a cidade através das imagens e impressões transmitidas em cada obra.
     
    A primeira peça exibida é “the same hair”, da artista Anna Zvyagintseva (1986, Dnipro, Ucrânia), que tem vindo a trabalhar temas como o corpo, explorando a fragilidade da vida através de momentos intangíveis fugidios.
     
    Encontros à Superfície contará ainda com as contribuições das artistas Catherina Lisovenko e Alevtina Kakhidze e da dupla 12345678910 Studio (Yevhenii Obraztsov e Anastasiia Omelych).
     
    Cada imagem será interpretada graficamente pela artista e designer Irina Pereira, um gesto que cria uma zona de encontro liminar, produzindo um espaço de partilha entre realidades e experiências distintas.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Tales Frey

    Fomos ao atelier de Tales Frey no espaço Túnel, uma antiga gráfica em Campanhã, convertida num estúdio partilhado entre artistas.
     
    A viver no Porto desde 2008, Frey recorre à performance como principal meio de expressão plástica e discursiva, cruzando o vídeo, a escultura ou a escrita. Alguns dos seus trabalhos mais recentes, como a performance colaborativa “Veste Única”, exploram sínteses estéticas sobre a noção de viver em coletivo, refletindo nas possibilidades de construção de um corpo comum. Tem vindo a explorar novos desafios conceptuais e estéticos, incluindo na sua produção artística uma dimensão documental, gráfica e sígnica.
     
    É representado pela Galeria Verve, em São Paulo e pela Shame, em Bruxelas, e até ao dia 7 de maio, podemos visitar a sua exposição ”Indexxx” na Galeria Ocupa, no Porto.
    http://ciaexcessos.com.br/tales-frey/
  • Maio-Junho

    Anna Zvyagintseva

    Anna Zvyagintseva é uma artista da Ucrânia. Na sua prática investiga facetas imperceptíveis e impalpáveis da vida, mostrando a sua fragilidade e documentando momentos intangíveis fugidios. Anna trabalha com temas como o corpo, caminhos, ações inúteis e pequenos gestos. Concentra-se na ideia de potencialidade, fazendo algo sem um propósito claro, para investigar como a hesitação e os erros podem conduzir a encontros e resultados inesperados. A sua obra parte do desenho, cruzando-o com variações transmediais no campo da escultura, instalação, vídeo e pintura.
    Encontros à Superfície


    "the same hair" (2022)
    Anna Zvyagintseva
  • Visitas de Estúdio 👁

    Paralaxe

    Do estudo dos planetas, à sismologia ou meteorologia, o núcleo de investigação PARALAXE explora os lugares alheios à prática artística, incentivando artistas a ocupar e repensar estes espaços.
     
    Fomos ao encontro da Carolina Grilo Santos, Diana Geiroto e Luisa Abreu, que criaram o Paralaxe em 2019, contando já com uma segunda edição. A primeira, ocupou o Instituto Geofísico da Universidade do Porto, estando o segundo ciclo a decorrer no Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros, em Gaia.
     
    Entre o Círculo Meridiano de Espelho e o Grande Telescópio, os artistas tornaram o território e o equipamento científico num laboratório cruzado que abrirá portas já no próximo dia 7 de maio às 17h00, com uma exposição dos trabalhos desenvolvidos em residência por Beatriz Sarmento, Bruno Silva, Carlos Mensil, Ece Canli, H0b0, Joana Ribeiro e Juliana Campos.

     
    www.paralaxe.space
  • Visitas de Estúdio 👁

    Gata da Mata

    Fomos ao encontro das Gata da Mata, um projeto de conhecimento e partilha sobre comida e territórios, que nasce do fascínio de Aija Repsa e Elīna Štoļde pela natureza e culinária.
     
    Ao longo de vários anos, as duas cozinheiras “de formação e coração” foram acumulando saberes e partilhando experiências sobre plantas silvestres, cogumelos e bactérias.
     
    Vindas da Letónia há cerca de 10 anos, foi nas praias do Norte que iniciaram uma nova investigação e recolha de algas atlânticas. Gata da Mata organiza percursos em horas de maré baixa, workshops de fermentação e publicações regulares sobre espécies vegetais, e têm vindo a estabelecer redes com a comunidade, através de projetos “faça-você-mesmo”, enraizados na vontade de mudar comportamentos de vida e hábitos alimentares, fomentando a ligação entre comunidade e biodiversidade.
  • Candidaturas ao curso “Desejos Compulsivos” já estão abertas

    As candidaturas ao curso “Desejos compulsivos: a extração de lítio, o crescimento ilimitado e a auto-otimização”, concebido e organizado pela arquiteta e investigadora Marina Otero Verzier, estão abertas a partir de hoje até ao dia 29 de abril. Inscrito no âmbito do programa municipal Colectivos Pláka, o curso terá lugar entre os dias 7 e 11 de maio, no Hotelier (R. de Anselmo Braancamp 324), tendo um custo de participação de 50 euros.

    Propondo um entendimento alternativo das noções de energia, progresso e vida plena, o programa do curso está centrado no lítio e no seu múltiplo papel como estabilizador do humor e combustível na chamada transição para uma energia verde. Durante os cinco dias do encontro, os participantes terão a oportunidade de conhecer os planos em andamento para iniciar a extração de lítio no Norte de Portugal e suas implicações na degradação de ecossistemas inteiros, através de visitas a minas e a banhos termais públicos de águas terapêuticas mineralizadas. Ao longo desses dias, entrarão em contacto com vários ativistas e representantes de movimentos nacionais e internacionais de contestação à extração mineira e defesa dos lugares — incluindo o “Movimento Não às Minas” de Montalegre, “Unidos em Defesa de Covas do Barroso” e “SOS Serra d’Arga” —, que irão relatar as suas lutas e experiências em disputas legais e ambientais e as suas formas de ação. Em conjunto com convidados locais e estrangeiros, com trabalho em diferentes disciplinas — Marisol de la Cadena, Susana Caló, Anastasia Kubrak, Michael Marder e Godofredo Pereira —, o grupo envolver-se-á em práticas colaborativas e abertas.

    As diferentes sessões de “Desejos compulsivos” serão conduzidas em língua inglesa. Limitado a 30 participantes, as inscrições devem ser efetuadas através do envio de um e-mail para para plaka@agoraporto.pt com as seguintes informações: Nome; Idade; Profissão ou ocupação; Número de telefone; Carta de Motivação e CV Abreviado (até 3.000 caracteres, com espaços, em Inglês ou Português). A seleção dos participantes será feita pela organizadora do curso.

    O programa completo do curso pode ser consultado no website da plataforma PLÁKA.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Thais de Menezes

    Cor, palavras de ordem e Samba — assim é o atelier no Porto da artista Thais de Menezes.
     
    A sua obra cresce em paralelo com a investigação histórica e plástica que desenvolve no Mestrado em História da Arte, na FCSH-Universidade Nova de Lisboa, em torno das diferentes dinâmicas da “construção do outro”. A partir das peças "Cabeça de preto", de Soares dos Reis, Thais questiona as narrativas hegemónicas da história da arte nas quais pessoas e corpos negros são capturados como categorias iconográficas.
     
    A abordagem crítica e necessária de Thais cruza leituras interseccionais, feministas e descoloniais, propondo novas configurações e experiências. É o caso das suas pinturas "ORÍ de Preto"—sendo “ORÍ” um prefixo Iorubá que significa cabeça—com as quais contrapõe e desafia as representações negras, em contraste com a branquitude imposta ao longo da história.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Clarice Cunha

    Monumentos descartáveis, desdobramentos materiais e diálogos paradoxais, são alguns dos imaginários trabalhados pela artista Clarice Cunha. Natural de São Paulo, Brasil, vive no Porto desde 2019, onde articula, através de uma linguagem híbrida, a sua formação em Arquitetura e Urbanismo e o Mestrado em Artes Plásticas.
     
    A partir de observações sobre o território urbano, a formação da paisagem e a materialidade das cidades, Clarice reflete sobre a presença humana e o modo como a sua intensa atividade tem alterado e explorado profundamente os ambientes urbanos e naturais.
     
    De um processo de investigação marcado pela recolha e catalogação intensiva, resultam esculturas, instalações e cenografias, que nos remetem para um jogo metalinguístico sobre a falência do mundo, articulada de forma lúdica e simultaneamente crítica.
     
    Em 2021, participou no projeto Anuário com a obra “Sondagem”, sendo o seu último projeto “Fábulas sobre a fauna urbana: sala de estar para gatos errantes", uma intervenção para a plataforma Entre Montra, no edifício Parnaso, Porto.


     
    www.claricecunha.com.br
  • Sábado, 9 de abril, 22h

    9Kg de Oxigénio — Lançamento da publicação

    No próximo sábado, pelas 22 horas, acontece o lançamento do livro que resulta da exposição 9kg de Oxigénio, apresentada na GMP em 2019, com curadoria de "Uma Certa Falta de Coerência", um projeto gerido por André Sousa e Mauro Cerqueira.
     
    O momento irá ocorrer no espaço de "Uma Certa Falta de Coerência" por ocasião da inauguração da exposição de Babi Badalov, "Darktoevsky", um dos artistas em 9kg de Oxigénio.
     
    A publicação conta com contribuições dos 18 artistas participantes e textos inéditos de Guilherme Blanc e Pedro de Llano.
    Local:
    Uma Certa Falta de Coerência
    Rua dos Caldeireiros 77, 4050-140 Porto

    O livro conta com as contribuições de:
    Guilherme Blanc, Uma Certa Falta de Coerência (André Sousa e Mauro Cerqueira), Pedro de Llano Leira, Babi Badalov, Daniel Barroca, António Bolota, Camilo Castelo Branco, Merlin Carpenter, Rolando Castellón, June Crespo, Luisa Cunha e Fernando J. Ribeiro, Stephan Dillemuth, Loretta Fahrenholz, Pedro G. Romero, Dan Graham, Alisa Heil, Mike Kelley, Ruchama Noorda, Silvestre Pestana, Josephine Pryde, Angel Calvo Ulloa, Xoan Torres.
  • Encontros entre arte, música, natureza e ciência

    Galeria Energia

     
    Sou vento, fogo, folha e árvore
    Espírito, paixão e sonho
    Ilumino, aqueço, brilho 
    Aciono.
     
    Sou matéria e força
    Atualidade, vitalidade, instabilidade
    Metamorfose e movimento
    Mudo de forma, de lugar, de sentido.
     
    Podem-me extrair e explorar, mas não destruir.
    Podem-me inflamar e deslocar, mas não criar.
     
    Estou em toda a parte e em parte alguma
    Aqui e ali, agora e depois
    Sou a Galeria Energia.
     
    Acompanhada por artistas, músicos, poetas, cientistas e escritores vou aparecer e reaparecer, correr, cantar, voar e dançar em bibliotecas e mercados, cinemas e estúdios de gravação, baldios e jardins românticos.
     
    Sou um ciclo anual de concertos, debates e percursos articulado em quatro segmentos:

    Ciência é Arte — Considerando os modos como a ciência e a arte descobrem e interrogam o mundo, faço a pesquisa sair do laboratório, partilhando conhecimentos sobre temas que importam para o presente da arte, como o medo, a reprodução e a alquimia moderna.
    Sexta-feira, 8 abril — Marta MoitaA Ciência do Medo
    Sexta-feira, 22 julho — Patricia SaragüetaA Amiga da Onça
     
    Imaginários — Entendendo os imaginários como instrumentos para conceber o presente, desejar a mudança e criar o futuro, convido figuras-chave do pensamento contemporâneo a apresentar uma fonte para um imaginário importante para o presente. 
    Sexta-feira, 29 abril — Teresa CastroPensar com líquenes e ervas daninhas
    Quarta-feira, 22 junho — Saidiya HartmanA História Recontada
     
    Concertos comentados — Concebendo o concerto como uma conversa, convido performers musicais a partilharem as suas escolhas estilísticas, influências e referências estéticas através do diálogo e da atuação. As notas irão das ressonâncias dos gongos ao intercâmbio cultural e à exploração de forças cósmicas ancestrais. 
    Sábado, 28 maio — João Pais FilipeSun Oddly Quiet 
    Domingo, 19 junho — InvernomutoBlack Med, Capítulos IV & VI 
    Sexta-feira, 30 setembro — NkisiGestos Invisíveis 
     
    Pastos e Pastos — Percorrendo caminhos onde a natureza e a cidade se encontram, seguirei o olhar atento de artistas e cientistas, cuja investigação cruza os campos da medicina, da gastronomia e da sustentabilidade, e cujas perspetivas desafiam as convenções taxinómicas e topológicas. 
    Sábado, 9 julho — A RecoletoraPlantas Insubmissas
    Imagem: "Jaguarete", de Patricia Saragüeta
  • Visitas de Estúdio 👁

    Mariana Vilanova

    Como pode a tecnologia tornar-se uma extensão do corpo e da memória? — Talvez seja esta uma das maiores questões que Mariana Vilanova aborda no seu trabalho.
     
    Numa viagem digital pelos processos de simulação e reconstrução de imagens, a artista fala-nos sobre as manipulações da memória humana e artificial em peças como “Evoking a Simulated Past”, mas também das premissas do Cosmismo russo, com as quais trabalhou para a sua última exposição “Before and After Us”, no espaço Rampa.
     
    A residir no Porto, Mariana Vilanova tem vindo a explorar um diálogo permanente entre espaço e tempo, refletindo sobre o impacto do digital na apreensão de informação e numa produção de imagens que fundem a representação do visível com a poética da escala.
     
    www.marianavilanova.com
  • Visitas de Estúdio 👁

    Joana da Conceição

    Camélias psicadélicas, ecos feministas da Antiguidade Clássica, mãos do Yoda com manicure, geometria delirante — estes são alguns dos fragmentos da obra multifacetada da artista Joana da Conceição.
     
    Natural do Porto e a residir atualmente em Lisboa, após um periodo de residência em Nova Iorque, a artista tem uma prática sincrética, sendo também fundadora, com André Abel, dos Tropa Macaca, um dos duos musicais mais ativos no país.
     
    Durante a nossa visita ao seu estúdio, numa antiga e pitoresca associação cultural em Lisboa, conversamos sobre o seu amor pelas formas e imaginários da pré-história, a sua relação entre imagens e sons, e a sua mais recente exposição, no Quérela, onde criou um ambiente intimista e cenográfico com pinturas e sons, que também visitamos.
    https://joanadaconceicao.com/
  • Edições GMP

    Galeria Municipal lança 2ª edição de

    Depois do sucesso da primeira edição, a Galeria Municipal do Porto volta a publicar o livro "Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010 - 5 Décadas de Inquietação Musical"!
    A publicação já está disponível para compra no balcão da Galeria Municipal do Porto, ou por correio, através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Alisa Heil

    Fomos visitar "Tiresias Und Der Kleine Tod", a exposição/instalação da artista Alisa Heil no Espaço Mira. Partindo da mitologia grega de Tiresias, profeta cego de Apolo em Tebas, que durante sete anos foi transformado em mulher, Heil criou um ambiente imersivo e sensorial, onde os elementos materiais e as composições lumínicas, sonoras e olfativas nos envolvem, transformando a nossa experiência percetiva. A visita foi feita em conjunto com a curadora Fernanda Brenner, diretora artística da plataforma Pivô Arte e Pesquisa, em São Paulo.
     
    Natural da Alemanha, Alisa Heil reside no Porto, trabalhando ocasionalmente sob o pseudónimo de Abraham Winterstein, uma conjugação dos nomes de solteira das suas duas avós. Heil interessa-se sobre a representação feminina na mitologia e cultura popular, refletindo-a através da sensorialidade dos materiais. Desde 2017 gere a programação do espaço de arte independente Kunsthalle Freeport, no Centro Comercial Stop.

     
    www.alisaheil.net
  • Edições GMP

    Galeria Municipal lança publicação “To School Out of School”

    “To School Out of School” resulta do curso de reflexão em arte contemporânea homónimo, integrado na segunda edição do programa municipal Colectivos Pláka. 
     
    “To School Out of School” foi coordenado por Ana Rocha, produtora, curadora, coreógrafa e performer, e André Sousa, artista e cofundador do projeto artístico "Uma Certa Falta de Coerência" e decorreu em três momentos entre o final de 2018 e o início de 2019. O curso juntou artistas e pensadores nacionais e internacionais na criação de uma oficina temporária de estudos contemporâneos com enfoque em coletivos, ações a solo, estruturas informais ou institucionais que desenvolvem os seus projetos na área da curadoria e do pensamento sobre a Cultura na atualidade.
     
    A publicação, co-editada por Ana Rocha e André Sousa, congrega contributos dos curadores, críticos e artistas que participaram no curso: Adrian Heathfield, Benjamin Seroussi, Catarina Saraiva, Fadwa Naamna, Irit Rogoff, Markus Miessen, Olivier Marbeout, Pedro G. Romero e Stephan Dillemuth, juntamente com desenhos de Mauro Cerqueira, e introdução de Guilherme Blanc, Diretor Artístico do Batalha Centro de Cinema, que comissariou a iniciativa e o projeto editorial.
     
    Promovido no âmbito da plataforma Pláka, o programa Colectivos Pláka reúne grupos de reflexão e produção de pensamento sobre arte contemporânea e a prática artística, tendo como objetivo central exponenciar as oportunidades de pensamento, aprendizagem, partilha de conhecimento entre artistas e agentes culturais residentes no Porto. 
     
    A aquisição pode ser feita através deste website ou no balcão da Galeria Municipal do Porto.
    Editora:
    Ágora – Cultura e Desporto do Porto, E.M. / Galeria Municipal do Porto
     
    Projeto Editorial:
    Guilherme Blanc
     
    Edição:
    Ana Rocha, André Sousa
     
    Contributos:
    Adrian Heathfield 
    Benjamin Seroussi
    Catarina Saraiva
    Fadwa Naamna
    Guilherme Blanc
    Irit Rogoff
    Markus Miessen
    Mauro Cerqueira
    Olivier Marbeout
    Pedro G. Romero
    Stephan Dillemuth
     
    Coordenação Editorial:
    Tiago Dias dos Santos
     
    Design Gráfico:
    José Peneda
     
    Tradução:
    Cláudia Coimbra
    Martin Dale
     
    Revisão:
    Cláudia Gonçalves
    Diana Reis
    Hernâni Baptista
     
    Fotografia:
    Renato Cruz Santos
     
    Impressão:
    Empresa Diário do Porto
     
    ISBN: 
    978-972-99913-8-7
     
    Preço:
    10€
  • Visitas de Estúdio 👁

    Samuel Wenceslau

    “Mancha também é beleza”, ensina-nos Samuel Wenceslau. Artista originalmente de Nova Lima (Brasil) e atualmente residente no Porto, recebeu-nos na sua casa-estúdio-estufa que acolhe plantas e imagens de plantas, arquivos e cenografias, memória e descoberta, afetos e pesquisa. 
     
    Durante a nossa Visita de estúdio, falámos sobre a sua relação com a botânica e descobrimos as nomenclaturas afetivo-formais que tem vindo a criar através de representações gráficas de plantas e musgos. No seu projeto “Studiolo Gráfico / Inventário Gráfico de Formas Naturais”, Samuel combina elementos da paisagem de Minas Gerais e do Norte de Portugal. 
     
    Além de artista visual, Samuel é também a “Rainha da Sucata”, colecionando objetos abandonados nas ruas e integra o coletivo Kebraku.
  • Revisitar Programas públicos

    "Statues of Tehran", de Bahman Kiarostami

    Integrado no programa público da exposição "Desertado. Algo que aconteceu pode acontecer novamente", foi apresentado o documentário "Statues of Tehran", do realizador Bahman Kiarostami. 
     
    A obra fílmica questiona a função dos monumentos na atual Teerão, uma megametrópole pós-moderna e ideologicamente sobrecarregada, acometida pelo esquecimento. A peça retraça o destino de duas importantes esculturas públicas: a primeira, um trabalho pioneiro encomendado pela família real nos anos 1970 de autoria do então mais destacado escultor da modernidade, Bahman Mohassess; a segunda, um tributo à Revolução Islâmica instalada na Praça da Revolução, de Iraj Esskandari. Sob a égide da Revolução, a primeira foi condenada primeiro ao desleixo e finalmente a ser armazenada, enquanto a segunda se tornou uma peça de referência entre a profusão de projetos públicos que celebram a Revolução e a Guerra Irão-Iraque.
    Uma exposição de:
    Maria Trabulo
     
    Curadoria:
    Pieternel Vermoortel
     
    Com os artistas:
    Abbas Akhavan, Ana Kun, Bahman Kiarostami, Dora García, Flaka Haliti, Jeremiah Day, Loukia Alavanou, Melvin Moti e Pilvi Takala.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Paula Pinto

    Visitamos o atelier da curadora Paula Parente Pinto, co-curadora da exposição "Que Horas são Que Horas / Uma Galeria de Histórias" que decorreu na Galeria Municipal do Porto em 2021. A sua pesquisa transdisciplinar centra-se na investigação histórica e na recuperação e ativação de arquivos.
     
    Durante a nossa visita, Paula Parente Pinto mostrou-nos o trabalho que está a desenvolver em torno do espólio de performance do crítico de arte Egídio Álvaro. Os vários materiais que constituem o espólio, originalmente arquivado em Paris, foram trazidos para o Porto pela curadora, e estão agora a ser investigados, restaurados e catalogados. Serão em breve partilhados através de um programa de atividades no espaço RAMPA, um projeto desenvolvido graças a uma bolsa de apoio Criatório 2021.
  • Revisitar Exposições

    Luchona, por Gabriel Chaile

    Integrado na exposição coletiva "Pés de Barro" com curadoria de Chus Martínez e Filipa Ramos, em 2021 na GMP, Gabriel Chaile apresentou uma escultura intitulada "Luchona".
     
    "O meu trabalho está ligado a uma predisposição antropológica de compreensão das nossas próprias coisas. Sempre me tomei como objecto de estudo, a nível visual, e muitas coisas surgiram daí. Tomei sempre o que me era mais próximo primeiro, e isso era a vida da classe trabalhadora. Vi aquelas imagens, vi a minha mãe a cozer pão toda a sua vida num forno de barro e o meu pai, pedreiro, a chegar tarde, dormindo pouco, sem descansar, trabalhando muito. Todas as situações de que me aproximo formal, e visualmente, são uma forma de falar sobre aquilo que não acontece na corrente dominante da sociedade e que está lá, relaciona-se com a vida em modos que não são visíveis." Gabriel Chaile
     
    Na América Latina, luchona [lutadora] é um nome depreciativo dado a jovens mães solteiras que são consideradas imaturas e irresponsáveis por saírem à noite enquanto criam os seus filhos. A monumental Luchona de Gabriel Chaile presta homenagem a estas mulheres, revelando a sua natureza engenhosa e amorosa.
     
    Revisitamos o arquivo da Galeria Municipal do Porto, trazendo ao presente algumas das obras, projetos expositivos ou momentos integrados nos programas públicos e educativos desde 2016.

    Pés de Barro
    12.06 – 22.08.2021
     
    Curadoria:
    Chus Martínez
    Filipa Ramos
     
    Artistas:
    Neïl Beloufa
    Isabel Carvalho
    Gabriel Chaile
    Pauline Curnier Jardin
    Formabesta (Salvador e Juan Cidrás)
    Tamara Henderson
    Ana Jotta
    Eduardo Navarro



     
    Gabriel Chaile
    "Luchona", 2021.
    Estrutura metálica, barro cru, madeira, terra.
    Cortesia do artista e / Courtesy of the artist and Barro, Buenos Aires e, Berlim.
  • Edições GMP

    Galeria Municipal do Porto lança o livro “Máscaras”

    Em 2020 a Galeria Municipal do Porto abria a exposição "Máscaras (Masks)". A publicação, coeditada com a Mousse Publishing, está agora disponível para aquisição.
     
    O projeto expositivo, que contou com a curadoria de João Laia e Valentinas Klimašauskas, centrou-se no papel das máscaras ao longo da história e materializou-se nas obras de vinte e um artistas. Um artefacto presente na sociedade desde tempos remotos, a máscara tomou as mais variadas formas e papeis: da caricatura à camuflagem, da imitação à maquilhagem social, passando pelo mundo online e offline. Nas palavras dos curadores, a máscara uniu “povos completamente diferentes no tempo e no espaço”.
     
    Pensada ainda antes da pandemia, a exposição foi apresentada quando as máscaras se tornaram obrigatórias na entrada dos museus. Passados dois anos, estes objetos continuam ainda presentes na vida quotidiana, conferindo uma simbologia premente e atual à publicação. O projeto editorial, também assumido pelos dois curadores, contou com as contribuições de Guilherme Blanc, Grada Kilomba, Zack Blas e o coletivo Omsk Social Club. Mais do que um catálogo, “Máscaras” é uma extensão do projeto expositivo em formato de livro, prolongando as suas reflexões através de contribuições textuais inéditas e complementares à exposição.
    A publicação está disponível para compra no balcão da Galeria Municipal do Porto, ou por correio, através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt.
  • Revisitar Programas públicos

    Erro 417: Conversas, percursos e performances

    O programa público da exposição “Erro 417: Expectativa Falhada” foi apresentado em dois momentos, reunindo um conjunto de atividades composta por conversas, percursos e performances. 
    O primeiro momento contou com a poetisa e investigadora indígena Ellen Lima, que propôs um passeio pelos Jardins do Palácio de Cristal. Mais tarde, Lima juntou-se à conversa com o Coletivo FACA e Marta Espiridião, curadora do projeto expositivo. No mesmo dia, foi ainda apresentada no espaço de exposição a performance "Estomacus", da dupla Trypas Corassão.
     
    No segundo momento do programa foi apresentada uma conversa entre Hilda de Paulo, Luan Okun e Marta Espiridião, intitulada "Error 406: Not Acceptable". Okun apresentou ainda a performance "O jeito que o corpo dá", que contou com a colaboração de Joni Ricos e projeção vídeo de Yuna Turva.
    14 e 19 de fevereiro, 2022
  • Visitas de Estúdio 👁

    Svenja Tiger

    Fomos ao Bonfim visitar o atelier de Svenja Tiger, artista participante na última edição do projeto Anuário.
     
    Formada em figurinismo e belas artes, Svenja Tiger concebe o têxtil como uma forma de pintura em que celebra a multiplicidade dos corpos, dando forma às suas possíveis mutações.
    Influenciada por fábulas, lendas populares, mitologias e ficções, a artista cruza o real e o folclore, o humano, o animal e o natural em obras em que o corpo é veículo, adorno e movimento.
     
     
     www.svenjatiger.com
  • Visitas de Estúdio 👁

    Pedro Moreira

    Visitamos o Sarau Studio onde trabalha Pedro Moreira, cuja prática artística explora questões de identidade. Combinando teologia, mitologia e esoterismo, Pedro Moreira cria formas e seres imaginários que emergem organicamente dos seus vídeos, instalações, performances e esculturas em cerâmica.


    www.pedmoreira.com
  • Revisitar o Programa Educativo

    Uma análise às Exposições Coloniais, por Bambi Ceuppens

    Em maio deste ano recebemos a antropóloga e curadora Bambi Ceuppens para uma conferência que se debruçou na análise das Exposições Coloniais do Porto, em 1934, e de Bruxelas, em 1958, incidindo sobre a problemática dos zoos humanos e sobre as implicações éticas destes eventos na contemporaneidade.
     
    O momento, apresentado no auditório da Biblioteca Municipald Almeida Garret, integrou o eixo "Um Elefante no Palácio de Cristal", com curadoria de Alexandra Balona, Melissa Rodrigues e Nuno Coelho com InterStruct Collective. Parte do ping! – Programa de Incursão à Galeria.
    13 de maio, 2022
  • Revisitar Programas públicos

    Visita guiada e projeção de filme com Milena Bonilla

    O programa público da exposição "A Hora Antes do Pôr-do-Sol" de Milena Bonilla, com curadoria de Juan Luis Toboso, contou com a presença da artista para uma visita guiada à exposição e para a exibição do filme "I am Life and Life is Beautiful", que integrou o projeto expositivo. À projeção seguiu-se uma conversa entre Bonilla e Filipa Ramos. 
    6 de fevereiro, 2022
    Auditório da Biblioteca Municipald Almeida Garrett
  • Visitas de Estúdio 👁

    Dayana Lucas

    Dayana Lucas, em residência nos Ateliers Municipais, foi a primeira artista visitada num encontro que nos levou a conversar sobre o trabalho atual, que cruza o desenho, a escultura, a performance e o design gráfico. Natural de Caracas, Venezuela, Dayana Lucas reside no Porto há vários anos, onde recentemente lançou a Orinoco, um projeto editorial dedicado à publicação de livros de artista, cada um com uma identidade e formato próprio.
     
    O artista Uriel Orlow, que tem vindo a desenvolver o workshop "Assembleia das Plantas" com o ping!, acompanhou-nos durante a visita.
     
     
    www.dayanalucas.com
    www.urielorlow.net
  • Revisitar Exposições

    The Oracle, por Diana Policarpo

    Integrado na exposição “Nets of Hyphae”, de Diana Policarpo, a artista apresenta o vídeo “The Oracle”. A obra faz uma contextualização histórica do ergot, desde a mitologia grega até à Idade Média, pondo em evidência os conhecimentos e as práticas pioneiras de parteiras, curandeiras e agricultoras na medicina tradicional, na farmacologia e na obstetrícia. Através desta obra, a artista estabelece, ainda, ligações entre as lutas das mulheres pela justiça reprodutiva, desde os julgamentos das bruxas de Salém até ao direito ao aborto nos dias de hoje.
     
    “O Claviceps purpurea, também conhecido como esporão-do-centeio, cravagem ou ergot, é um fungo parasita que infecta cereais e gramíneas, sobretudo o centeio, destruindo os ovários das plantas. ‘Quando descobri que atacava o sistema reprodutor das plantas, estabeleci logo o paralelismo com o corpo humano e a saúde reprodutiva da mulher’, conta Diana Policarpo. Este fungo tem propriedades alucinogénias e medicinais, tendo sido usado ao longo de várias décadas por curandeiras e parteiras, tanto para realizar abortos como para ajudar as mulheres no pré e no pós-parto. Era, inclusive, uma das plantas utilizadas para fins abortivos por mulheres escravizadas e violadas pelos escravocratas e colonizadores que não queriam dar à luz futuros escravos.” — no Jornal Público, a 12 de janeiro, numa entrevista feita pela jornalista Mariana Duarte.
     
    A exposição “Nets of Hyphae”, foi apresentada na GMP entre 2020 e 2021 e contou com a curadoria de Steffanie Hessler e foi coproduzida pela Kunsthall Trondheim.
    Revisitamos o arquivo da Galeria Municipal do Porto, trazendo ao presente algumas das obras, projetos expositivos ou momentos integrados nos programas públicos e educativos desde 2016.

    Nets of Hyphae 
    Diana Policarpo
    04.12.2020 - 25.04.2021
     
    Curadoria:
    Stefanie Hessler
     
    Coprodução:
    Kunsthall Trondheim

    Diana Policarpo
    "The Oracle", 2020.
    Vídeo, 10’ loop.

loading

Assine a nossa newsletter