Gineceu+Estigma
 

ping! / Escolas / Sábado, 23 de julho, das 10 às 17 horas

Workshop com Paula Pin: BIO.TRANS.LAB

O workshop proposto por Paula Pin, insere-se no projeto Bio-trans-lab, um dos módulos da plataforma hackteria.org. Materializado numa carrinha, a CyanoVan é um laboratório de ciências nómada, aberto à experimentação com o corpo e a tecnologia, numa lógica de aprender fazendo. O projecto móvel, que tem percorrido o mundo, procura disseminar e ativar processos científicos abertos à comunidade, trazendo o laboratório queer transhackfeminista ao espaço dos jardins do Palácio de Cristal.

A prática da artista e ativista Paula Pin combina ciência, a biologia e as identidades queer na realização de projetos que assumem a forma de esculturas interativas, instalações, performances, caminhadas e experiências de laboratório, nas quais o corpo se relaciona de formas inusuais com o mundo.
Pin organiza workshops techno-feministas e colabora desde 2012 na extensa rede de bio-hack, Hackteria (que une corpo e natureza). Pin colaborou com instituições como o CERN (European Organization for Nuclear Research), Geneva; Bergen Assembly; Hangar, Barcelona e KASK, Gant.
Local: Jardins do Palácio de Cristal

Cada workshop é destinado a uma única turma.
 
Imagem: Paula Pin

ping! / escolas / 26 de maio

Workshop Terrários de Cristal, com Samuel Wenceslau

O artista Samuel Wenceslau tem vindo a fazer incursões aos jardins do Palácio de Cristal para construir uma interpretação arquitetónica e poética do lugar, mas também para recolher plantas que possam germinar no interior de uma caixa wardiana – terrário oitocentista que recria um ecossistema particular. O workshop irá construir micro-paisagens, enclausuradas por uma estrutura de ferro e vidro, na qual os participantes poderão acrescentar imagens que revisitam a Primeira Exposição Colonial Portuguesa para refletirem sobre ideia de posse e da exposição forçada e ainda, objetos domésticos como metáfora aos relicários e coleções pessoais. Que tensões surgirão destes Terrários de Cristal onde coabitam o domínio colonial de corpos e a ideia de beleza das formas naturais?

 
O artista Samuel Wenceslau tem um profundo interesse pela natureza, em particular pela botânica brasileira, explorando formas e linhas orgânicas em colagens, desenhos, fotografias, pinturas, objetos e outras criações gráficas. Sendo também diretor artístico e produtor do Coletivo Kebraku, Wenceslau criou o Studiolo Gráfico, um inventário gráfico de formas naturais da flora da América do Sul e, mais recentemente, da Europa. "As minhas chapas têm aparência de botânica, mas as classificações que usei são todas imaginadas", afirma. Além da vertente técnica, demarca-se da botânica tradicional pela recusa da perfeição. Não procura folhas ou flores que estejam intactas, mas aquelas que mostram a "interferência do tempo e da natureza".
Direcionado ao público escolar.
 
Cada workshop é destinado a uma única turma.

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