Um Elefante no Palácio de Cristal
O programa Um Elefante no Palácio de Cristal parte de um convite da Galeria Municipal do Porto a três curadores e um coletivo artístico — Alexandra Balona, Melissa Rodrigues e Nuno Coelho com InterStruct Collective — para o desenvolvimento de um programa público sobre a Primeira Exposição Colonial Portuguesa, que se realizou em 1934 nos Jardins do Palácio de Cristal e que teve como mascote o elefante, à época materializado tanto em souvenirs de porcelana como numa majestosa escultura no cimo do Palácio.
 
Desenterrando visões e rastos históricos, este eixo programático propõe revisitar o acontecimento e expor as suas implicações na contemporaneidade através de três subtemas:
 
Em Ética do Olhar e da Representação, convocam-se questões de literacia visual, com um foco na problemática de 'quem olha quem', 'de onde olha' e 'como olha', partindo dos registos visuais existentes da Primeira Exposição Colonial Portuguesa para uma reflexão crítica orientada através de olhares contemporâneos.
 
Em Colonialismo, Capitalismo e Religião, evoca-se a relação entre o poder político, económico e ideológico, explorando temas como as relações materiais e de produção, a política colonial extrativa, a Escravatura, o trabalho forçado e o estatuto do indigenato.
 
Em Encenação do Império Colonial, realiza-se uma análise histórico-política desta e de outras exposições coloniais e das suas reminiscências na memória e no espaço urbano atuais.
 
Dentro de cada subtema é proposto um programa de sessões para o público geral e para as escolas, que inclui debates, exibição de filmes, workshops e percursos orientados por investigadores e artistas.

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