Um Elefante no Palácio de Cristal
O programa Um Elefante no Palácio de Cristal parte de um convite da Galeria Municipal do Porto a três curadores e um coletivo artístico — Alexandra Balona, Melissa Rodrigues e Nuno Coelho com InterStruct Collective — para o desenvolvimento de um programa público sobre a Primeira Exposição Colonial Portuguesa, que se realizou em 1934 nos Jardins do Palácio de Cristal e que teve como mascote o elefante, à época materializado tanto em souvenirs de porcelana como numa majestosa escultura no cimo do Palácio.
 
Desenterrando visões e rastos históricos, este eixo programático propõe revisitar o acontecimento e expor as suas implicações na contemporaneidade através de três subtemas:
 
Em Ética do Olhar e da Representação, convocam-se questões de literacia visual, com um foco na problemática de 'quem olha quem', 'de onde olha' e 'como olha', partindo dos registos visuais existentes da Primeira Exposição Colonial Portuguesa para uma reflexão crítica orientada através de olhares contemporâneos.
 
Em Colonialismo, Capitalismo e Religião, evoca-se a relação entre o poder político, económico e ideológico, explorando temas como as relações materiais e de produção, a política colonial extrativa, a Escravatura, o trabalho forçado e o estatuto do indigenato.
 
Em Encenação do Império Colonial, realiza-se uma análise histórico-política desta e de outras exposições coloniais e das suas reminiscências na memória e no espaço urbano atuais.
 
Dentro de cada subtema é proposto um programa de sessões para o público geral e para as escolas, que inclui debates, exibição de filmes, workshops e percursos orientados por investigadores e artistas.
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Quinta-feira, 13 de maio, às 19h

Conferência com Bambi Ceuppens. Moderação de Nuno Coelho

ping! — Programa de Incursão à Galeria
Um Elefante no Palácio de Cristal / Ética do Olhar e da Representação

Bambi Ceuppens apresentará uma análise sobre as Exposições Coloniais do Porto, em 1934, e de Bruxelas, em 1958, incidindo sobre a problemática dos zoos humanos e sobre as implicações éticas destes eventos na contemporaneidade.
 
Investigadora, linguista e historiadora doutorada em Antropologia Social, Bambi Ceuppens é, desde 2007, investigadora sénior e curadora do Royal Museum for Central Africa (Bélgica), onde estuda a história colonial do Congo Belga e a cultura popular congolesa. Desempenhou um papel crucial na intensa renovação desta instituição que, no final de 2018, reabriu portas com um novo enfoque na África contemporânea, adotando uma retrospetiva crítica do passado colonial. Recentemente, foi cocuradora das exposições Congo Art Works: Popular Painting (BOZAR, Bélgica, 2016– 2017; Garage Museum of Contemporary Art, Rússia, 2017) e Congo Stars (Kunsthaus Graz, Áustria, 2018; Kunsthalle Tübingen, Alemanha, 2019). Leciona Antropologia das Artes na KASK School of Arts e na LUCA School of Arts (Bélgica).


Nuno Coelho é designer, curador, professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e investigador do CEIS20 — Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra. Doutorado em Arte Contemporânea, Nuno Coelho debruça‑se, no seu trabalho, sobre conceitos como identidade e memória, explorando arquivos e a política de produção de imagens por instituições e marcas comerciais históricas portuguesas. É membro da associação Rampa. É coautor do livro Uma terra sem gente para gente sem terra (2009), autor de Uma história de Confiança (2017) e editor do 5.º Caderno — Ensaio sobre os arquivos do Rivoli (2017).

 
 
Local
Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Para participar nas atividades realizadas no Auditório da BMAG, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

Crédito da imagem: Bambi Ceuppens
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Sexta-feira, 14 de maio às 19h

Análise de filmes por Ana Cristina Pereira

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Ética do Olhar e da Representação

Nesta sessão serão exibidos e comentados excertos de filmes documentais sobre a Primeira Exposição Colonial Portuguesa, seguindo-se um debate aberto ao público sobre questões de literacia visual e de ética da representação.
 
Atriz e encenadora desde 1996 e docente no ensino secundário e superior desde 2001, Ana Cristina Pereira (também conhecida como Kitty Furtado) é doutorada em Estudos Culturais pela Universidade do Minho, com a tese Alteridade e identidade na ficção cinematográfica em Portugal e em Moçambique. Tem como principais interesses de investigação temas como racismo, identidade social, representações sociais e memória cultural no cinema, numa perspetiva pós‑colonial e interseccional, sobre os quais tem publicado vários artigos científicos. É investigadora do projeto (THE)OTHERING e membro do Núcleo Anti‑Racista do Porto.
Local
Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Para participar nas atividades realizadas no Auditório da Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

Crédito da imagem: combart1019
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Sexta-feira, 14 de maio, das 10h às 12h

Workshop com Sofia Yala Rodrigues

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Nas Escolas / 3º Ciclo

Neste workshop será proposto um exercício prático e poético de observação, análise e ressignificação de imagens de arquivo, para uma reflexão crítica sobre ética e representação do corpo negro, desde a imagética colonial e pós-colonial à cultura visual contemporânea.
 
Artista visual licenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Sofia Yala Rodrigues frequenta atualmente o mestrado em Filme e Fotografia na  Universidade de Derby. Tem um especial interesse por arquivos, histórias transatlânticas e novos imaginários. Recentemente, participou nas residências À Margem do Cinema Português: Residência Artística Afroeuropeans (CEIS20 — Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, Portugal, 2019) e Catchupa Factory Artist Residency 2018 (Associação Olho‑de‑gente, Cabo Verde, 2018).
Os workshops têm a lotação de uma turma.
A seleção será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt
 
Crédito da imagem: Sofia Yala Rodrigues, "The body as an archive"
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Sexta-feira, 14 de maio, das 14h às 16h

Workshop com Gisela Casimiro

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Nas Escolas / Ensino Secundário e Superior

A partir da sua prática enquanto escritora e artista, Gisela Casimiro irá perscrutar, questionar e desvelar as interligações entre colonialismo, imagem e representação.
 
Escritora, artista e ativista, Gisela Casimiro dirige o departamento de Cultura do INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal. Publicou o seu primeiro livro de poemas intitulado Erosão (2018), fez parte de antologias como Rio das Pérolas (2020) e Venceremos! Discursos escolhidos de Thomas Sankara (2020) e participa em As Penélopes (2021). Nos últimos anos assinou crónicas regulares no Hoje Macau, Buala e Contemporânea. Apresentou ainda exposições em espaços como O Armário, a galeria Zé dos Bois, a galeria Balcony e o Museu Nacional de Etnologia.
Os workshops têm a lotação de uma turma.
A seleção será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt

Crédito da imagem: MAAT, "Museu Pessoal", Gisela Casimiro
 
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Sábado, 15 de maio, das 10h às 13h

ATLAS I – Workshop e percurso para os jardins com InterStruct Collective

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Ética do Olhar e da Representação

Neste workshop será desenhada uma cartografia relacional entre imagens, palavras e conceitos referentes à Primeira Exposição Colonial Portuguesa e ao seu legado.

Pela pertinência e relevância do trabalho desenvolvido em torno da Primeira Exposição Colonial Portuguesa do legado colonial no espaço público, o InterStruct Collective foi convidado a realizar o projeto ATLAS, que atravessa e une os diferentes momentos deste programa. Criado em 2018, o coletivo visa fomentar o diálogo em torno do interculturalismo, proporcionando uma plataforma discursiva onde pessoas de diferentes origens culturais podem colaborar, propor intervenções e encenar projetos artísticos de importância social. O InterStruct Collective é composto por Claire Sivier, Desirée Desmarattes, Isabel Stein, Melissa Rodrigues, Miguel F., Sebastian Ioan e Vijay Patel.
Local
Jardins do Palácio e Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

A participação em qualquer um dos três workshops Atlas é independente da participação nos restantes.
 
Para participar nos workshops, deve inscrever-se previamente. A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt

Para participar nas atividades realizadas no Auditório da Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 10 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt. 
 
Crédito da imagem: Maria Paula Kemmer
 
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Quinta-feira, 27 de maio, às 19h

Conferência com Cristina Roldão. Moderação de Melissa Rodrigues

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Colonialismo, Capitalismo e Religião

Partindo da sua investigação em educação e programas pedagógicos em Portugal, Cristina Roldão irá propor uma reflexão sobre formas de perpetuação de colonialidade no âmbito social, económico e político, através da análise de conceitos como lusotropicalismo, legado colonial, privilégio branco, entre outros.
 
Cristina Roldão é socióloga, professora convidada da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, investigadora no CIES-IUL — Centro de Investigação e Estudos de Sociologia e membro da coordenação da secção temática Classes, Desigualdades e Políticas Públicas da Associação Portuguesa de Sociologia. As desigualdades sociais perante a escola são o seu principal domínio de pesquisa, com particular enfoque nos processos de exclusão e racismo institucional que tocam os afrodescendentes na sociedade portuguesa, questões que aborda na sua tese de doutoramento e em pesquisas recentes de que fez parte, como Caminhos escolares de jovens africanos (PALOP) que acedem ao ensino superior (2015).


Performer e arte‑educadora, Melissa Rodrigues é licenciada em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo‑se especializado em Performance pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Integrou, ainda, a Formação Intensiva Acompanhada em Artes Performativas pelo c.e.m. — centro em movimento, em Lisboa. Como investigadora nas áreas da Performance e Cultura Visual, tem desenvolvido pesquisa em Imagem e Representação do Corpo Negro, em colaboração com artistas visuais, cientistas sociais e performers. Integra o InterStruct Collective, a associação Rampa e o Núcleo Anti‑Racista do Porto.
Local
Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Para participar nas atividades realizadas no Auditório da BMAG, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

Crédito da imagem: João Carlos

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Sexta-feira, 28 de maio, às 19h

Sessão de cinema – Fantasmas do Império, de Ariel de Bigault

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Colonialismo, Capitalismo e Religião

A história imperial e colonial tem sido contada e re-inventada pelo cinema português. Fantasmas do Império percorre esse imaginário cinematográfico, desde o início do século XX... 100 anos de filmes. Aos documentários e ficções do passado colonial, contrapõem-se filmes e olhares contemporâneos. Sete cineastas portugueses – Fernando Matos Silva, João Botelho, Margarida Cardoso, Hugo Vieira da Silva, Ivo M. Ferreira, Manuel Faria de Almeida, Joaquim Lopes Barbosa – assim como José Manuel Costa, director da Cinemateca, e Maria do Carmo Piçarra, investigadora, abrem os cofres da memória, dialogando com os actores Ângelo Torres e Orlando Sérgio. Desvendam os mitos das descobertas, a ficção imperial, a fábrica da epopeia colonial, as máscaras da dominação... fantasmas que persistem ainda hoje. O filme propõe um percurso de emoções nas memórias e nas vivências muito actuais.

O trabalho de Ariel de Bigault, autora e realizadora francesa, tem estado ligado às rotas da lusofonia. O seu percurso cinematográfico começou em Lisboa, com a realização de documentários, e o encontro com o Brasil deu‑se pela investigação sobre a imagem do negro. Realizou a série documental Ecláts Noirs du Samba (1987), com Gilberto Gil, Grande Othelo, entre outros, e Margem Atlântica (2006), que apresenta autores, atores e músicos de origens africanas em conquista de espaço e público. Paralelamente, realiza pesquisas para a divulgação da música africana contemporânea, sobretudo lusófona.
Fantasmas do Império, de Ariel de Bigault
2020, Portugal/França, 112’

Local

Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Para participar na sessão de cinema realizada no Auditório da BMAG, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.
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Sexta-feira, 28 de maio, das 10h às 12h

Workshop com Dori Nigro

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Nas Escolas / 2º e 3º ciclo

Neste workshop, Dori Nigro propõe criar um espaço intimista de reflexão e ação-reparação em torno da história colonial, do passado e do presente, convocando memórias e narrativas tanto de desumanização como de resistência.
 
Performer e arte‑educador, Dori Nigro reside atualmente no Porto. Doutorando em Arte Contemporânea, pela Universidade de Coimbra, e mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas, pela Faculdade de Belas Artes do Porto, tem ainda uma especialização em Arte Educação pela Universidade Católica de Pernambuco e o bacharel em Comunicação Social/Fotografia, pela Associação de Ensino Superior de Olinda. É membro criador do coletivo de artistas C3 (Portugal/Sérvia/Espanha, 2015), membro do Núcleo Anti‑Racista do Porto e cocriador do coletivo de criação artística Tuia de Artifícios (Brasil/Portugal, 2007), que atua convidando a comunidade a partilhar experiências artísticas através de exercícios de criação em performance e intervenções em espaços íntimos ou públicos.
Os workshops têm a lotação de uma turma.
A seleção será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt

Crédito da imagem: Paulo Pinto
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Sexta-feira, 28 de maio, das 14h às 16h

Workshop com Inês Borges

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Nas Escolas /  Ensino Secundário e Superior

Partindo da análise de materiais gráficos desenvolvidos no âmbito da Primeira Exposição Colonial Portuguesa, este workshop discutirá o problema da falta de representação de pessoas negras no design gráfico, com o fim de criar narrativas e histórias diversificadas da negritude.
 
Designer gráfica e de comunicação, Inês Borges tem focado o seu trabalho nas áreas da tipografia, branding e projetos editoriais. Licenciou‑se em Design de  Comunicação pela Universidade  Lusófona de Humanidades e Tecnologias e, em 2019, concluiu  o mestrado em Design Gráfico pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha do Instituto Politécnico de Leiria, com uma dissertação intitulada Design gráfico como forma de descolonização — Um estudo e reflexão sobre discursos visuais de discriminação e formas de combatê-los.
Os workshops têm a lotação de uma turma.
A seleção será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt
 
Crédito da imagem: Inês Borges
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Sábado, 29 de maio, das 10h às 13h

ATLAS II – Workshop e percurso para os jardins com InterStruct Collective

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Colonialismo, Capitalismo e Religião

Neste workshop será desenhada uma cartografia relacional entre imagens, palavras e conceitos referentes à Primeira Exposição Colonial Portuguesa e ao seu legado.

Pela pertinência e relevância do trabalho desenvolvido em torno da Primeira Exposição Colonial Portuguesa do legado colonial no espaço público, o InterStruct Collective foi convidado a realizar o projeto ATLAS, que atravessa e une os diferentes momentos deste programa. Criado em 2018, o coletivo visa fomentar o diálogo em torno do interculturalismo, proporcionando uma plataforma discursiva onde pessoas de diferentes origens culturais podem colaborar, propor intervenções e encenar projetos artísticos de importância social. O InterStruct Collective é composto por Claire Sivier, Desirée Desmarattes, Isabel Stein, Melissa Rodrigues, Miguel F., Sebastian Ioan e Vijay Patel.
Local
Jardins do Palácio e Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

A participação em qualquer um dos três workshops Atlas é independente da participação nos restantes.
 
Para participar no workshop, deve inscrever-se previamente. A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt

Para participar no percurso deve inscrever-se previamente.
A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

Crédito da imagem: Maria Paula Kemmer
 
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Quinta-feira, 17 de junho, às 19h

Conferência com Patrícia Ferraz de Matos. Moderação de Alexandra Balona

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Encenação do Império Colonial

Nesta conferência será proposta uma análise crítica, histórica e política da Primeira Exposição Colonial Portuguesa, inserindo-a no contexto nacional e internacional, e discutindo os seus vestígios na memória coletiva e no espaço urbano atual.
 
 
Patrícia Ferraz de Matos é antropóloga e investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Desde 2019, é editora associada do Anthropological Journal of European Cultures e membro da rede History of Anthropology Network. Doutorada em Antropologia Social e Cultural, tem centrado os seus estudos na história da antropologia portuguesa e no colonialismo português. Em 2005, recebeu o Prémio de História Contemporânea Victor de Sá, atribuído pela Universidade do Minho pela investigação As Côres do Império — Representações Raciais no Império Colonial Português. É, ainda, autora de A vida e a obra do Professor Mendes Correia (1888–1960): articulações entre antropologia, nacionalismo e colonialismo em Portugal (2011).


Alexandra Balona é licenciada em arquitetura, investigadora e curadora independente. É doutoranda na European Graduate School & Lisbon Consortium e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. É membro da associação Rampa e cofundadora de PROSPECTIONS for Art, Education and Knowledge Production. Foi cocuradora de Metabolic Rifts (2017–2018), coeditora de Metabolic Rifts: Reader (2019) e de An Untimely Book (2018). Integra o conselho editorial da revista Sinais de Cena, é crítica de dança no jornal Público e publica em revistas como Contemporânea e Art Press.
Local
Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Para assistir à conferência no Auditório da BMAG, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt. 

Crédito das imagens: Patrícia Ferraz de Matos

 
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Sexta-feira, 18 de junho, às 19h

Sessão de cinema – Visões do Império, de Joana Pontes

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Encenação do Império Colonial

Um filme sobre o modo como o império português e a sua história foram imaginados, documentados e publicitados a partir do registo fotográfico, desde o final do século XIX até à revolução que, em 1974, pôs fim ao regime político autoritário que governava Portugal.

Doutorada em História, na especialidade de Impérios, Colonialismo e Pós‑Colonialismo, Joana Pontes estudou também Psicologia, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, e Cinema, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. De 2004 a 2008, foi assessora da Direção de Programas da RTP para a área do documentário. Atualmente, dedica‑se à escrita e realização de documentários, lecionando nessa área na Escola Superior de Comunicação Social. Recebeu o Grande Prémio da Lusofonia atribuído ao documentário O Escritor Prodigioso (2005). É coautora do livro A Hora da Liberdade (2012).
Visões do Império, de Joana Pontes
2020, Portugal, 93’

Local
Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Para participar nas atividades realizadas no Auditório da Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

Crédito da imagem: Fotograma do filme, Alice Harris, “Slaves on San
Thomé”, c. 1906, Arquivo da Anti-Slavery Society, Oxford
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Sexta-feira, 18 de junho, das 14h às 18h

Workshop com Bárbara Neves Alves

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Encenação do Império Colonial

Neste workshop centrado no Monumento ao Esforço Colonizador Português serão exploradas práticas de investigação, experimentação e crítica que estimulem a reinscrição do monumento no debate público e no espaço da cidade, partindo da sua história e materialidade.
 
Designer e investigadora, Bárbara Neves Alves doutorou‑se em Design na Goldsmiths, University of London com uma investigação em torno do conceito de miscommunication, que desafia a noção de 'boa comunicação' enquanto objetivo do design. Ultimamente, em Amsterdão, tem centrado o seu trabalho e investigação em temas como ecologias de comunicação, políticas de comunicação, ruído, métodos participativos, design socialmente responsável e práticas de descolonização. A par das suas investigações, Bárbara Neves Alves colaborou com o coletivo Cascoland e tem lecionado enquanto professora convidada em diversas instituições de ensino superior na Holanda.
Local
Palco do Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Para participar no workshop, deve inscrever-se previamente. A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt

Crédito da imagem: Pedro Manuel. Monumento ao Esforço Colonizador Português explorado enquanto "Site of Miscommunication”, por Barbara Alves. Moldes desenvolvidos com Pedro Manuel, Rui Castro e Daniel Silva.
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Sábado, 19 de junho, das 10h às 13h

ATLAS III – Workshop e percurso para os jardins com InterStruct Collective

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Um Elefante no Palácio de Cristal / Encenação do Império Colonial

Neste workshop será desenhada uma cartografia relacional entre imagens, palavras e conceitos referentes à Primeira Exposição Colonial Portuguesa e ao seu legado.

Pela pertinência e relevância do trabalho desenvolvido em torno da Primeira Exposição Colonial Portuguesa do legado colonial no espaço público, o InterStruct Collective foi convidado a realizar o projeto ATLAS, que atravessa e une os diferentes momentos deste programa. Criado em 2018, o coletivo visa fomentar o diálogo em torno do interculturalismo, proporcionando uma plataforma discursiva onde pessoas de diferentes origens culturais podem colaborar, propor intervenções e encenar projetos artísticos de importância social. O InterStruct Collective é composto por Claire Sivier, Desirée Desmarattes, Isabel Stein, Melissa Rodrigues, Miguel F., Sebastian Ioan e Vijay Patel.
Local
Jardins do Palácio e Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

A participação em qualquer um dos três workshops Atlas é independente da participação nos restantes.
 
Para participar no workshop deve inscrever-se previamente. A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt

Para participar nas atividades realizadas no Auditório da BMAG, deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. Pode reservar o seu lugar antecipadamente através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt. 

Crédito da imagem: Maria Paula Kemmer
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Hora e local a definir

Crédito da imagem: Maria Paula Kemmer

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