Destaques
O projeto Aquisições tem como principais objetivos dinamizar a Coleção Municipal de Arte e valorizar o património artístico do Porto, documentando a memória da prática artística da cidade através da aquisição de novas obras.
Com frequência anual, o processo de aquisições decorre com base num comité de seleção independente, composto por especialistas em diferentes domínios da arte contemporânea nomeado para cada edição, e contempla duas modalidades distintas:
- Aquisições mediante recomendações realizadas ao município pelo comité de seleção que acompanha e avalia projetos artísticos apresentados em contexto de galeria ao longo do ano, partindo de um orçamento de 125 mil euros;
- Aquisição direta de obras através da submissão de sugestões por parte de artistas e coletivos artísticos sediados na cidade, e consequente avaliação do comité de seleção, com base num orçamento de 75 mil euros.
Em 2025, o projeto incluiu ainda a aquisição de obras que são apresentadas no contexto das exposições da Galeria Municipal do Porto (GMP), com base em recomendações da responsabilidade da Direção Artística da GMP, com base num orçamento de 70 mil euros.
Comité de seleção — obras apresentadas em contexto de galerias
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Alexandra Balona é curadora independente, professora universitária e investigadora. Membro fundador da Rampa, integra a equipa de programação desde 2019, e a direção desde 2023. É doutorada em Estudos de Cultura, licenciada em Arquitetura, e Professora Assistente convidada na Escola das Artes UCP. Foi co-curadora de diversos projetos, como: Anton Vidokle: Cidadãos do Cosmos (Rampa, 2021), Um Elefante no Palácio de Cristal (GMP, 2021); Abertura, Impureza e Intensidade. Olhares em torno da obra coreográfica de Marlene Monteiro Freitas (Teatro Municipal do Porto, 2020), Metabolic Rifts (Museu de Serralves e Teatro Municipal do Porto, 2017–2018). Publica no Público, Contemporânea, Art Press, entre outros.
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Eduarda Neves é ensaísta e curadora independente. Licenciada em Filosofia e doutorada em Estética, tem apresentado projetos expositivos em instituições e espaços nacionais e internacionais. A sua atividade de investigação e curadoria articula os domínios da arte, filosofia e política. Integrou as Comissões de Aquisição de Arte Contemporânea para a Coleção do Estado Português (2019-20), para a Coleção Municipal do Porto (2021) e (2023) a Comissão de Apreciação que selecionou a Representação Oficial Portuguesa na 60.ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia 2024. Integra o Conselho Consultivo do The New Centre Research & Practice. No âmbito das obras que publicou destacam-se: 35 graus Celsius. Ensaios sobre arte contemporânea (Lisboa: Palimpsesto (2021) [selecionado para o prémio Pen Club na categoria de Ensaio, 2022] e BESTIÁRIO MENOR. Tempo e Labirinto na arte contemporânea (Lisboa: Barco Bêbado, 2022), o qual foi editado em 2024 pela &&& Books (The New Centre, Berlin). Colaboradora regular da revista “Contemporânea”. Em 2026 será co-curadora, com Mohammad Salemy, da Bienal Mayrit-Arquitectura, Design e Arte (Madrid). Atualmente é diretora da ESAP — Escola Superior Artística do Porto, onde leciona arte contemporânea e programa a galeria DÍNAMO.
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João Terras é curador e assistente de direção artística do CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães e das Artes Visuais d’A Oficina no Palácio Vila Flor em Guimarães, desde 2020. Assumiu em 2023 a coordenação de projetos do Art Center da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto e foi Diretor de Produção da representação Portuguesa na 18º Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 com o projeto ‘Fertile Futures’. De 2017 a 2022 foi curador adjunto do Espaço MIRA no Porto. A sua pesquisa e interesse curatorial, partindo do lugar da história da arte enquanto formação base e dos projetos em que se encontra envolvido, foca-se na produção artística e cultural numa abordagem trans-histórica, que envolve diferentes artistas, épocas e inscrições culturais, bem como as suas dimensões transdisciplinares. Entre a programação e a produção dos diversos projetos em que se encontra envolvido destacam-se as colaborações com artistas como, Ana Vaz, André Príncipe, Artur Barrio, Carla Filipe, Domenico Lancellotti, Fernão Cruz, Francisca Carvalho, Hugo Canoilas, Kiko Dinucci, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Mauro Cerqueira, Paulo Mendes, Pedro Barateiro, Priscila Fernandes, Sara Ramo ou Yonamine.
Comité de seleção — compra direta a artistas
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Ana Vasconcelos é conservadora-assessora e curadora no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, responsável pela área de pintura nacional e internacional da Coleção. Entre as suas principais exposições e investigações contam-se o artista norte-americano de ascendência arménia Arshile Gorky, a arte britânica e o papel da FCG no sistema de apoio à arte britânica nas décadas de 1950 e 1960, a presença do casal Delaunay em Portugal entre 1915 e 1917, e diversos artistas portugueses, entre os quais Jorge Queiroz, Ruy Leitão, Ana Hatherly, Hein Semke e Sarah Affonso. É mestre em História da Arte pela Universidade NOVA de Lisboa.
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Miguel Wandschneider (Lisboa, 1969) iniciou a sua atividade como curador de arte contemporânea em 1997. De 2006 a 2017, foi responsável pela definição do programa de exposições da Culturgest, e fez a curadoria de numerosas exposições no âmbito desse programa.
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Paula Nascimento (Luanda, 1981) é arquiteta e curadora independente. O seu trabalho envolve artes visuais e práticas culturais, com enfoque na interseção entre artes visuais, urbanismo, geopolítica e educação artística. Um aspecto significativo da sua prática envolve metodologias interdisciplinares e um foco em leituras contemporâneas de temas históricos, debruçando-se em discursos des/pós-coloniais no contexto do Sul Global. Foi curadora associada da VI e VII Bienal de Lubumbashi e desenvolveu projetos e curou exposições na Bienal de Arquitectura de Veneza, Bienal de Arte de Veneza, Reencontres de Bamako – Bienal Africana de Fotografia, Experimenta Design, Triennale Milano, entre outras, tendo igualmente colaborado com diversas instituições em diferentes país. Atualmente é presidente do comité artístico da Nesr Art Foundation, curadora da Secção Africana da Arco Lisboa, e membro do Conselho curatorial do Hangar – Centro de Investigação Artística. Foi galardoada com o Leão de Ouro de melhor participação nacional na Bienal de Veneza em 2013 e recebeu diversas distinções.