Destaques
O Criatório é um concurso anual de apoio à criação e programação artísticas no Porto, compreendendo as seguintes áreas: artes visuais, artes performativas, música e som, literatura e pensamento crítico.
Este programa de financiamento tem como principais objetivos contribuir para a consolidação da atividade de artistas e agentes culturais provenientes de múltiplas disciplinas artísticas, e que no Porto podem encontrar um contexto propício ao desenvolvimento da sua prática profissional.
Em 2025, o Criatório apoiou 17 projetos de criação e investigação artística com bolsas de 15 mil euros e 12 espaços de programação com bolsas de 20 mil euros.
Júri — Projetos de Criação e Investigação
-
Desde 2019, Laura Lopes é programadora de artes performativas no Teatro do Bairro Alto, um espaço cultural do município de Lisboa dedicado à experimentação nas diversas disciplinas das artes performativas (teatro, dança, performance, música e artes sonoras), oferecendo uma programação regular de obras criadas em contexto nacional e internacional. Licenciada em Psicopedagogia e pós-graduada em Gestão Cultural, destaca o seu trabalho anterior como assistente de programação no Teatro Maria Matos, sob a direção artística de Mark Deputter, entre 2009 e 2018, onde participou na curadoria e organização de projetos no campo das artes performativas contemporâneas. Nesse período, foi ainda gestora de uma rede internacional de teatros e festivais com o financiamento do Programa Europa Criativa da UE, com foco no apoio à criação artística, na promoção da circulação de artistas e na colaboração e intercâmbio de experiências entre os diferentes contextos artísticos das instituições parceiras.
-
Nuria Enguita é historiadora, editora e curadora. Desde 2024, é Diretora artística do MAC/ CCB – Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém. Anteriormente foi Direcora do IVAM-Institut Valencià d’Art Modern (2020-24) e Diretora do Centro de Arte Bombas Gens, Valência (2015-20). Entre 2008 e 2015, como curadora independente, organizou exposições em instituições espanholas e portuguesas. Entre 2012 e 2020 foi editora da Revista Concreta. Entre 2000 e 2014, foi membro do programa “arte y pensamiento” da UNIA-Universidad Internacional de Andalucía; e entre 2007 e 2014, foi editora do Afterall Journal, Centro de Investigação da University of the Arts London (2007-14). Enguita foi ainda cocuradora da 31ª Bienal de São Paulo (2014), do Encuentro Internacional de Medellín (2011), e da Manifesta 4 em Frankfurt (2002). Entre 1991 e 1998 foi curadora do IVAM, em Valência. Licenciada em História e Teoria da Arte pela Universidad Autónoma de Madrid (1990), leccionou teoria e gestão da arte em numerosos centros e universidades e publicou numerosos textos em catálogos e revistas de arte contemporânea como Parkett, Afterall e Concreta.
-
Paulo Mendes é artista plástico de formação, curador de exposições, editor e produtor de projetos culturais. Apresenta o seu trabalho individualmente e em colectivo desde o início da década de 90. O seu trabalho caracteriza-se pela contaminação entre as várias disciplinas numa abordagem crítica ao contexto político, económico e social contemporâneo. Participou e comissariou numerosas exposições, independentes e institucionais. O seu trabalho artístico encontra-se representado em numerosas colecções públicas e privadas. Ao longo de mais de trinta anos de trabalho, participou em aproximadamente trezentos projectos expositivos e performativos, tendo comissariado e produzido mais de noventa exposições, independentes e institucionais, que marcaram o desenvolvimento do trabalho de uma nova geração de criadores e lhe proporcionaram um extenso conhecimento das práticas artísticas em Portugal.
Júri — Espaços de Programação
-
Benjamin Weil é Diretor do CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, desde 2021. O interesse na produção de novas obras de arte em todos os suportes e em levá-las a vários públicos, dentro ou fora dos muros institucionais, tem sido o cerne dos seus esforços profissionais. Para além de projetos curatoriais clássicos, afixou imagens de artistas especialmente encomendadas nas ruas de várias cidades do mundo (Manifesto, uma exposição num tubo, 1992, apresentada em Turim, Estocolmo, Tóquio e Paris, entre outras); organizou um projeto a bordo de autocarros aquáticos em Veneza (Aperto, Biennale di Venezia, 1993); cofundou uma fundição digital para produzir projetos de artistas em linha (adaweb.com, 1995-97). Mais tarde, juntou-se brevemente ao ICA de Londres para dirigir o seu departamento de novos meios de comunicação (1998-2000), antes de ser o curador de Media Arts no SFMOMA (2000-2006). Foi Diretor Artístico do Laboral (Astúrias, Norte de Espanha, 2009-14), e do Centro Botín (2014-20).
-
Delfim Sardo é curador, ensaísta e professor universitário. Doutorado em Arte Contemporânea, leciona na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Foi Administrador da Fundação Centro Cultural de Belém, Programador de Artes Visuais da Culturgest, Diretor do Centro de Exposições do CCB, consultor da Fundação Calouste Gulbenkian, curador da Representação Portuguesa à Bienal de Veneza (1999) e co-curador da Representação Portuguesa à Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza 2010. É autor de diversas publicações sobre arte e arquitetura. Já em 2025, publicou “Uivar à Lua, escritos sobre artistas” (Tinta da China, 2025).
-
Filipa Oliveira é Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. Anteriormente, foi curadora e programadora de artes visuais da Câmara Municipal de Almada, tendo a seu cargo a direção artística da Casa da Cerca, Galeria Municipal de Almada e Convento dos Capuchos.Trabalhou como curadora independente durante 12 anos, colaborando com instituições como Centro Cultural de Belém, Kettle’s Yard, John Hansards Gallery, ou Tate Modern, entre muitas outras. Foi curadora assistente na 28ª Bienal de São Paulo em 2010, e em 2012 foi curadora convidada do projecto Satellite no Jeu de Paume, Paris. Tem uma extensa lista de participações em catálogos e publicações. Escreveu ensaios e críticas de exposições para Arte Contexto, Contemporary, Flash Art, L+Arte, Revista Contemporânea e Artforum.
Antologia de Poesia Palestiniana Bilingue (Árabe e Português)
Beatriz Félix
Criatório 2025
Projetos de Criação e Investigação Artística
O Criatório é um concurso anual de apoio à criação e programação artísticas no Porto, compreendendo as seguintes áreas: artes visuais, artes performativas, música e som, literatura e pensamento crítico.
Este programa de financiamento tem como principais objetivos contribuir para a consolidação da atividade de artistas e agentes culturais provenientes de múltiplas disciplinas artísticas, e que no Porto podem encontrar um contexto propício ao desenvolvimento da sua prática profissional.
Em 2025, o Criatório apoiou 17 projetos de criação e investigação artística com bolsas de 15 mil euros e 12 espaços de programação com bolsas de 20 mil euros.