• Pastos e Pastos / Sábado, 8 de outubro, das 10 às 13 horas

    A Fundo na Paisagem — Workshop por Landra

    O que separa um pátio de cimento de uma abundante agrofloresta? Para entrar terra adentro é preciso, antes de mais, saber-se que um pode vir a ser o outro. A proposta de Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho é que se levantem lajes e se pique o alcatrão, se peneire cascalho, adicione matéria orgânica, prepare compostos sólidos e líquidos, devolva os micro-organismos em falta e se semeie o amanhã.
     
    Nisto, é necessário pensar sobre como é que o que comemos hoje se impõe sobre a paisagem que virá. Vamos então provar um futuro próspero com receitas à base de bolota e de outros alimentos provenientes da Landra, uma agrofloresta que emerge de um carvalhal. 
     
    Entretanto, a vida toma o seu próprio curso fazendo avançar a implacável sucessão ecológica rumo à floresta milenar. Acumulam-se ciclos de abundância crescente e lá vai a paisagem, sendo o que pode, transformada pelas nossas ações, mas principalmente informada pelo que não se vê e que vive mesmo debaixo dos nossos pés. 
     
     
    Local: Pátio do CCOP (Círculo Católico de Operários do Porto, Rua Duque de Loulé, 202)

    Para participar no workshop deve inscrever-se previamente. 

    A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

    Landra é o nome dado à terra e à prática de Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho, prestando homenagem às bolotas, chamadas de Landras no Noroeste Ibérico. A dupla revê nelas uma cultura de autonomia, de soberania e de auto-suficiência que procura recuperar, alinhando-se com uma prática de viver e fazer em sintonia com os ritmos e ciclos naturais.

    "A Fundo na Paisagem" conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, uma residência artística do Coliseu do Porto e uma mostra no novo Mercado do Bolhão a partir do dia 19 de setembro.
  • 13 de outubro, das 19 às 21 horas

    Sessão Pública: Companhia, Afinidade, União, por Hana Lee Erdman

    O que é uma relação? São simétricas ou necessariamente desequilibradas? Podem as relações ser frutíferas apesar de a comunicação parecer impossível? Ou podemos aprender com outros — animais, coisas, espíritos — através de outros meios — intimidade, toque, entrelaçamento, tempo ou afastamento?
     
    Através das suas práticas artísticas, a bailarina e coreógrafa americana Hana Erdman explorou as relações interespécies, as formas de companheirismo e afinidade e nesta apresentação irá conduzir-nos a mundos que estão escondidos à vista do todos, que não podem ser vistos mas apenas sentidos, experienciados mas não denominados.
    Sessões públicas de entrada livre, sujeita à lotação da sala. Mais informações em plaka.porto.pt.
     
    O curso Pláka "O clima, a inquietação, a dança", orientado por Mårten Spångberg, contará com as contribuições das coreógrafas e bailarinas Anne Juren e Hana Lee Erdman e integra um conjunto de sessões públicas de acesso gratuito na Galeria Municipal do Porto:
     
    –29 de setembro, 19h-21h
    'Anatomias fantásmicas', por Anne Juren.
    –13 de outubro, 19h-21h
    'Companhia, Afinidade, União', por Hana Lee Erdman.
    –15 de outubro, 17h-21h
    'O clima, a inquietação, a dança', por Mårten Spångberg com Hana Lee Erdman.
  • 15 de outubro, das 17 às 21 horas

    Sessão Pública: O clima, a inquietação, a dança, por Mårten Spångberg com Hana Lee Erdman

    Entre pessoas e matéria, respiração e vento, sentimentos e lembranças, A crise climática, a inquietação, a dança, curso orientado pelo coreógrafo Mårten Spångberg, reimagina o humano num mundo mais-do-que-humano e não-mais-do-que-humano. Um grupo que se desintegra e um encontro que o mantém unido, dançando sob imagens e assumindo energias partilhadas por nenhuma razão em especial. Os implicados são apanhados juntos em formas de vida entrelaçadas, construindo a partir de interseções corporais entre horizontes fúngicos, parentescos, comunicação interespécies, um coletivo falhado e um edifício vazio dedicado à educação. Ao interrelacionar diferentes estratos de ser místico, fantásmico, corriqueiro, atencioso, abastado e indiferente há existências que emergem, tornando-se mais e mais envolvidas em questões que se debruçam sobre o que significa ser humano.

    Depois de passar oito dias em comunidade, o grupo dá a conhecer as suas formas de pertença, deixando as suas paisagens ressoar com estar no mundo, ausência do mundo e desconexão, de modo a imaginar, sem procedimentos envolvidos, respostas para as quais não há perguntas relevantes. Esta situação, ocasião, espetáculo de dança ou talvez luto coletivo, dura aproximadamente três horas e meia e é o resultado de um processo de trabalho de grupo, preocupado com as relações entre ansiedade climática, dança, o chamado afeto e a possibilidade de imaginar diferentes formas de mentalidades ecológicas. 
    Sessões públicas de entrada livre, sujeita à lotação da sala. Mais informações em plaka.porto.pt.
     
    O curso Pláka "O clima, a inquietação, a dança", orientado por Mårten Spångberg, contará com as contribuições das coreógrafas e bailarinas Anne Juren e Hana Lee Erdman e integra um conjunto de sessões públicas de acesso gratuito na Galeria Municipal do Porto:
     
    –29 de setembro, 19h-21h
    'Anatomias fantásmicas', por Anne Juren.
    –13 de outubro, 19h-21h
    'Companhia, Afinidade, União', por Hana Lee Erdman.
    –15 de outubro, 17h-21h
    'O clima, a inquietação, a dança', por Mårten Spångberg com Hana Lee Erdman.
  • Imaginários / Sexta-feira, 21 de outubro, 19 horas

    Uma História da Aia de Olympia na Poesia Contemporânea — Claudia Rankine

    Como é que a poesia e a arte podem restituir e amplificar um objeto remodelado pelo olhar branco ao longo da história? Claudia Rankine partirá da investigação da historiadora de arte Denise Murrell, abordando a Olympia (1863) de Édouard Manet e o conceito de “fabulação crítica” de Saidiya Hartman, como plataformas para discutir o trabalho de poetas e artistas contemporâneos que também veem esta pintura/objeto como lugar de intervenção.

    Escritora e investigadora, Claudia Rankine estabelece uma dialética crítico-reativa através da sua obra, conectando eventos históricos e contemporâneos associados à perpetuação do racismo estrutural na cultura americana. É professora de poesia na Universidade de Yale, Connecticut. Em 2016, cofundou o colectivo interdisciplinar The Racial Imaginary Institute (TRII).

    Local: Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

    Imagem: Ricardo De Aratanha

     
  • Concertos Comentados / Terça-feira, 8 de novembro, 19h00

    Arto Vs Arto — Arto Lindsay

    Nem mesmo Arto Lindsay sabe como se irá desenrolar um concerto de Arto Lindsay. As doses exatas de continuidade e interrupção, ruído e harmonia, frustração, humor e euforia são doseadas e distribuídas ao vivo e de forma imprevisível. Improvisar, cantar, sintonizar e desconcertar-se dos outros, definem a sua prática das últimas quatro décadas. Este concerto, em colaboração com o baixista Melvin Gibbs será um acontecimento imprevisível.

    Arto Lindsay combina música e a arte com a sua obra. Enquanto membro dos DNA, contribuiu para a fundação do No Wave e subverteu e transformou radicalmente a música Pop ao liderar a banda Ambitious Lovers. Através da sua prática colaborativa, trabalhou com artistas como Vito Acconci, Laurie Anderson, Animal Collective, Matthew Barney, Caetano Veloso e Rirkrit Tiravanija.

    Local: Auditório do CCOP– Círculo Católico de Operários do Porto

    Imagem: Anitta Boa Vida
  • Ciência é Arte / Sexta-feira, 11 de novembro, 19h00

    Metamorphosis — Emanuele Coccia

    A partir da transformação da lagarta em borboleta, Emanuelle Coccia reflete e questiona a estrutura da vida a partir da sua capacidade mais extrema: a da metamorfose. O filósofo conclui que a vida é indissociável de uma identidade anatómica e ecológica específica em que todos os seres vivos participam numa existência única.

    Emanuele Coccia é professor associado de Filosofia na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em Paris. A sua obra explora a biologia, estética e arte contemporânea.
    Local: Auditório Biblioteca Municipal Almeida Garrett

    Imagem: Frank Perrin
  • Visitas-Pavão

    Visitas-Pavão

    Para participar nas Visitas-Pavão podem inscrever-se todas as turmas interessadas, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.
    Quartas e quintas-feiras, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas
     
    Duração: 90 min. 
  • Imaginários / Quinta-feira, 15 de dezembro, 19h00

    Outros Antropocenos – O Apocalipse visto da Amazónia — Patrícia Vieira

    Como pensar o Apocalipse a partir de uma perspetiva indígena, para quem o fim do mundo é um acontecimento cíclico? A nossa era geológica está profundamente afetada pelo impacto da humanidade, marcada por um colapso ecológico e pelo fim da realidade que conhecemos. A partir da obra de Denilson Baniwa, artista do interior da Amazónia, em diálogo com filmes como Mad Max, Patricia Vieira reflete sobre o Antropoceno a partir das cosmovisões dos povos da Bacia Amazónica.

    Patrícia Vieira é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, trabalhando sobre Literatura Ibérica e Latino-Americana, Humanidade Ambientais e Ecocrítica, Literatura Comparada, Literatura e Cinema, Estudos Pós-Coloniais e Teoria Literária. Desde 2020 coordena o projeto “ECO – Animais e Plantas em produções Culturais sobre a Amazónia”.
    Local: Auditório Biblioteca Municipal Almeida Garrett

    Imagem:
     
  • Em contínuo

    Podcasts com Mariana Sardon

    Mariana Sardon vive e trabalha na cidade do Porto. Licenciada em Tecnologias da Comunicação Multimédia, na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto e mestre em Música Interativa e Design de Som, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Dedica-se às artes visuais e sonoras e investiga arquivos de audio e de imagem. Interessa-se pelos processos técnicos de registo da memória visual e sonora, que explora ao nível ao performance ou da instalação. Actualmente dá também formação em workshops de eletrónica
    direccionada para a construção de objectos de criação sonora. 
  • Ciência é Arte / Quinta-feira, 18 de janeiro, 19h00

    Vibrações Cósmicas – Da Física às Artes no Cern — Mónica Bello com Nicole L’huillier

    Concebendo a arte como uma prática impulsionada pelo conhecimento que, a par da ciência, contribui para a sociedade e é um pilar da cultura contemporânea, o programa Arts at CERN fomenta a investigação, a produção e a partilha de disciplinas criativas para abordar a forma como as grandes questões sobre o nosso universo são exploradas pela ciência. Nesta conversa, Nicole L'Huiler e Mónica Bello, discutem as formas em que a arte e a ciência se desafiam e interrogam mutuamente.

    Curadora historiadora de arte, Mónica Bello dirige Arts at CERN, em Genebra, promovendo residências artísticas, comissões de arte e exposições. Bello é também curadora do Pavilhão da Islândia na Bienal de Veneza de 2022.
    A artista Nicole L'Huillier trabalha com som, vibrações, ressonâncias, e múltiplas transduções para explorar a performatividade da micro à dimensão cósmica. Participou no programa Simetria, que lhe permitiu uma residência no CERN e nos observatórios astronómicos do Sul do Chile, ALMA e Paranal.
    Local: Auditório Biblioteca Municipal Almeida Garrett

    Imagem:
     
  • Concertos Comentados / Sexta-feira, 27 de janeiro, 19h00

    Shafts of Sunlight — Lamin Fofana

    O futuro é incerto. O caminho está em constante mudança. Os nossos encontros com o mundo levam-nos a experimentar e criar conceitos e formas novas que nos ajudarão a imaginar uma existência diferente, uma saída da turbulência e da brutalidade. Shafts of Sunlight é uma instalação improvisada e aberta com fragmentos e detritos de sessões de estúdio prolongadas. É uma perturbação da linearidade do tempo histórico, o historiador Robin D. G. Kelley se refere como Blues Time; é simultaneamente o passado, o futuro, e o espaço intemporal da imaginação.

    Lamin Fofana é artista e músico residente entre Nova Iorque e Berlim. A sua música explora questões de movimento, migração, alienação, pertença e o que está para além da nossa realidade. O seu interesse pela história e o presente, e a sua prática de transmutação de texto no meio afetivo do som, manifestam-se em performances e instalações multissensoriais ao vivo.

     Local: Palácio dos Correios

    Imagem: Ink Agop
  • Pastos e Pastos / Sábado, 11 de fevereiro, 10 - 13h00

    Campo Adentro — Fernando García-Dory

    Iniciado por Fernando García-Dory, INLAND examina a relação entre a cidade e o campo, considerando a cultura, identidade, geopolítica e território no contexto da arte contemporânea e centrando-se na economia da arte e da terra, na utopia organizada, e nas formas como os humanos interagem com a biosfera. O artista conduzir-nos-á pelos caminhos do projeto apresentado na Documenta 15, combinando o fabrico de queijo e sistemas de intercâmbio e fomentando vivências coletivas sustentáveis.

    O trabalho de Fernando García-Dory explora a relação entre cultura e natureza, ponderando as suas diversas dimensões: dos microorganismos aos sistemas sociais, passando pelo desenho de linguagens artísticas tradicionais e projetos agroecológicos colaborativos.
    Local: Mercado do Bolhão 

    Imagem:
  • Imaginários / Sexta-feira, 24 de fevereiro, 19h00

    Transcalaridades, Niebla, a gata, e outras formas de dissidência material — Andrés Jaque

    Actores improváveis — como os lírios gigantes Victoria Amazonica; Raphael e Bamban, taggados como trabalhadores sexuais brasileiros; Silvio Berlusconi; os condomínios 432 Park Avenue; o vidro ultra claro; grindr; fracking; o smoking Lanvin sem camisa de Kim Kardashian, NO2, Niebla a gata, a cave de Mies e o Projecto Cean Heat de Mike Bloomberg—são convocados para reconstruir a história recente da Arquitetura.

    Andrés Jaque — arquiteto, escritor, curador e Reitor da da Columbia University Graduate School of Architecture, Planning and Preservation — é um dos iniciadores das abordagens interscalares e transmediais aos estudos urbanos e territoriais. A sua obra explora a arquitectura como o emaranhado da vida, dos corpos, das tecnologias e dos ambientes. Fundou o Office for Political Innovation.
    Local: Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

    Imagem: Miguel de Guzmán

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