Histórico 2021
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22.05 – 18.07.2021

PROJETO SATÉLITE: ANUÁRIO 20

Anuário é uma exposição e, em simultâneo, uma análise reflexiva sobre as práticas curatoriais e artísticas desenvolvidas no Porto ao longo de um ano. Integrado na plataforma Pláka – que agrega os programas de apoio do município à arte contemporânea – o projeto foi concebido por João Ribas e Guilherme Blanc e é desenvolvido anualmente por um coletivo de curadores convidados pelos dois para acompanhar, documentar e analisar projetos artísticos apresentados em espaços (de acesso público) da cidade. Esta é uma exposição que resulta de um trabalho continuado de pensamento sobre a produção artística e de um processo de curadoria participado, em que as perspetivas de diversos curadores confluem num entendimento sobre a arte no Porto no último ano.

Locais:
A Sede (Rua São Roque da Lameira 1435, Porto)
AL859 (Rua da Alegria 859, Porto)
Armazém do Fundo (Largo de Mompilher 5, Porto)
Atelier Logicofobista (Rua Anselmo Braancamp 345, Porto)
Clube de Desenho (Rua da Alegria 970, Porto)
Espaço Birra (Rua de Ferreira Cardoso 49, Porto)
Ócio (Rua do Duque da Terceira 370, Porto)
 
Horário de abertura:
Quarta - sexta-feira
14h00 - 19h00
Sábado - Domingo
11h00 - 19h00
 
ANUÁRIO 20

Comissariado por:
Guilherme Blanc
João Ribas

Curadoria de:
Ana Resende
Andreia Garcia
Melissa Rodrigues
Pedro Augusto
Pedro Magalhães 

Artistas:
Ani Schulze, Beatriz Blasi, Bruno Duarte, Bruno Silva, Daniela Krtsch, David Lindert, Dori Nigro, Carlos Pinheiro, Clarice Cunha, Coletivo Lab.25, Gunnhildur Hauksdóttir, Jiôn Kiim, João Marçal, Maria Lino, Mauricio Igor, Nikolai Nekh, Pamina Sebastião, Pedro Ruiz, Radu Sticlea & Bianca Stanea, Rita Senra, Rosana Antolí, Salomé Lamas, Sara Graça, Sofia Duchovny, Svenja Tiger, Tiago Madaleno e Xu Moru & Leon Billerbeck.


Performance de Kiluanji Kia Henda: Resetting Bird's Memories
Sábado, 10 de julho às 19h
Círculo Católico de Operários do Porto

DJ Set de Sound Preta
Sábado, 10 de julho às 21h
Círculo Católico de Operários do Porto
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12.06 – 22.08.2021

WALL גדר جدار
INÉS MOLDAVSKY

Wall גדר جدار parte de um convite à artista argentino-israelita Inés Moldavsky para revisitar e expandir, em contexto instalativo, o seu filme The Men Behind the Wall, vencedor do Urso de Ouro na Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim – em 2018. Nesta obra fílmica, a artista estabelece um conjunto de conversas e encontros presenciais com homens palestinianos que vivem em Gaza e na Cisjordânia, através de uma aplicação de dating.
A porta digital é usada como ponto de partida para visitações aos dois territórios, em percursos cuja tensão é colocada em cena através da paisagem visual e sónica e, também, da expressão linguística.
No projeto desenvolvido para a Galeria Municipal do Porto, a artista densifica esta proposta de atravessamento de fronteiras – digitais, políticas, religiosas e de género – construindo um exercício franco e, por isso, provocador de intimidade conversacional e de análise.
O contexto particular das interações afetivas e sexuais na era digital continua a servir de subtil pano de fundo para problematizar questões de segregação, ao mesmo tempo que propõe discutir relações de poder através de diversos estereótipos.
Num período particularmente tenso entre os estados de Israel e Palestina, Wall גדר جدار atesta a validade de uma contínua necessidade de debate político em torno da questão da ocupação israelita, ao mesmo tempo propondo uma leitura meta-política sobre amor, respeito e igualdade.
Curadoria:
Guilherme Blanc


Visita Guiada com o curador
Domingo, 20 de junho às 16h

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12.06 – 22.08.2021

PÉS DE BARRO

Algumas pessoas poderão associar o barro, a olaria e a cerâmica à tradição, e a tradição ao passado. Outras poderão associar tecnologia, comunicação digital e bancos de dados com o novo, e o novo com o futuro. E se o futuro for uma tecnologia tão antiga e peculiar como o barro? E se afinal o barro for uma matéria que permanentemente se regenera e dá ao tempo as suas imprevisíveis configurações? E se o barro for o futuro e o futuro for o barro?
E se os pés de barro revelassem uma vulnerabilidade porque o resto do corpo é de um material diferente? E se na realidade os pés de barro enraízam as pessoas à terra, ligando‑as através da mesma matéria? E se os pés de barro forem uma forma de estabelecer uma comunicação pós‑tecnológica, que não requer redes ou cabos? Apenas os nossos muitos, um, dois, oito, vinte pés e algum barro?
Estas são algumas das questões e enigmas abordados pelas curadoras Chus Martínez (curadora, historiadora de arte, escritora e directora do Art Institute da FHNW Academy of Art and Design Basel) e Filipa Ramos (escritora, curadora da secção de filme da Art Basel e co-curadora da última edição do Fórum do Futuro), reunindo um conjunto de artistas que têm usado o barro, a olaria e a cerâmica para imaginar, projetar e moldar o mundo em que vivem.
Artistas:
Neïl Beloufa
Isabel Carvalho
Gabriel Chaile
Pauline Curnier Jardin
Formabesta (Salvador e Juan Cidrás)
Tamara Henderson
Ana Jotta
Eduardo Navarro

Curadoria:
Chus Martínez
Filipa Ramos



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