Histórico 2019
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07.12.2019 — 16.02.2020

9KG DE OXIGÉNIO

A Galeria Municipal do Porto desafiou o projeto Uma Certa Falta de Coerência a desenvolver um exercício que partisse da problemática da relação entre a prática curatorial independente (e autogerida por artistas) e o contexto expositivo institucional. Uma Certa Falta de Coerência desenvolve o seu trabalho de forma independente desde 2008, num espaço exíguo na rua dos Caldeireiros onde se questiona frequentemente a respirabilidade do ar “como se ali houvesse menos do que os habituais 21% de O2”. A contabilização do oxigénio diz-nos da sua raridade, da economia do esforço e dependência. Face à impossibilidade de transferir essa atmosfera e os seus desafios, o projeto na Galeria Municipal testará políticas de produção e formas de entendimento próprias, tomando como ponto de partida o exercício de sobrevivência em condições adversas e sujeitas a opressão institucional, o sentido da amizade e das trocas desinteressadas em tempos de individualismo extremado e de hipercapitalização, e o rapto da liberdade pelo bom gosto e pela fantasia da aparência e do profissionalismo.
Um projeto de:
Uma Certa Falta de Coerência

Artistas:
Babi Badalov
Daniel Barroca
António Bolota
Camilo Castelo Branco
Merlin Carpenter
Rolando Castellón
June Crespo
Luisa Cunha
Stephan Dillemuth
Loretta Fahrenholz
Pedro G. Romero
Dan Graham
Alisa Heil
Mike Kelley
Ruchama Noorda
Silvestre Pestana
Josephine Pryde
Xoan Torres

Fotografias: Miguel Nogueira / CM Porto
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07.12.19 — 16.02.2020

DEPOIS DO ESTOURO

A presente exposição resulta do projeto concursal “Expo’98 no Porto”, tendo sido selecionada por um júri independente da equipa artística da Galeria Municipal do Porto.

Os desenvolvimentos sociais e económicos do final do século passado desencadearam, à entrada do terceiro milénio, uma série de condições que se mostram fundamentais para questionar o optimismo anunciado pela globalização. Depois do Estouro propõe uma reflexão sobre paradoxos das suas consequências, paralelamente desafiando noções de manipulação do tempo. As obras apresentadas foram produzidas no final da segunda década do século XXI por treze artistas que cresceram em Portugal e viveram a sua infância na década de 90.
Nos formatos da fotografia e cinema expandido e em torno de relações entre o documentário, realidade e ficção, os trabalhos incidem sobre questões da humanidade, do espaço físico e do tempo. Numa geração caracterizada pela disseminação da cultura digital, na qual os artistas, e outros agentes culturais, recorrem a novas tecnologias para produção e circulação dos seus conteúdos, torna-se necessário pensar a natureza ontológica da imagem. As particularidades que surgem desta influência geracional são directamente transpostas em obras de arte, que serão de maior importância para reflectir sobre um período passado.



Curadoria:
Tomás Abreu

Artistas:
Alice dos Reis
Francisco M. Gomes
Henrique Pavão
Hugo de Almeida Pinho
Igor Jesus
Jorge Jácome
Lúcia Prancha
Mariana Rocha
Mariana Vilanova
Pedro Huet
Rodrigo Gomes
Sara Graça
Tomás Abreu

Fotografias: Miguel Nogueira / CM Porto

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05.10 — 17.11.2019

ESTAR VIVO É O CONTRÁRIO DE ESTAR MORTO

Estar vivo é o contrário de estar morto encena um espaço que propõe refletir sobre a urgência de questionarmos modos de ação que constrangem a natureza e o valor – económico e cultural – que atribuímos a múltiplos equilíbrios terrestres. 
A partir de um conjunto de obras pictóricas, fílmicas e performativas, a exposição pretende explorar, e caricaturar, formas de expressão que quebram a dicotomia do humano/não-humano, processos de reinterpretação de subjetividades, e situações que problematizam o direito à existência.
Entre o absurdo e o comum, o verosímil e o inverosímil, coloca-se em perspetiva a necessidade de se reavaliar a condição vulnerável e precária dos habitantes do planeta no contexto de práticas sociais e económicas contemporâneas – sem ignorar as artísticas e a forma como estas podem ser paradoxalmente coniventes com modelos de consumo que impossibilitam um sentido de bem-estar natural. 
Curadoria:
Guilherme Blanc
Luísa Saraiva

Artistas:
Sophia Al-Maria
Cao Fei
Julia Gruner
HARTMANNMUELLER
Eva Meyer-Keller
Renato Leotta
Pedro Magalhães
Rita Nátálio & João dos Santos Martins
Mumtazz
Calixto Neto
Damián Ortega
Musa paradisiaca
Gabriel Rico
Gabriel Sierra
Karlheinz Stockhausen
Bergado/Terebentina
Pedro Tudela
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19.09 — 17.11.2019

MILLENNIALS
Design do Novo Milénio

Considerando as primeiras duas décadas do atual milénio, torna-se evidente um quadro diversificado de transformações que afetam o design enquanto disciplina. Analisando a sua atual configuração, Millennials – Design do Novo Milénio foi pensada a partir da ideia de mapa. Procurou-se ensaiar um mapeamento do campo do design de comunicação orientado por uma tripla perspetiva, focando-se nas intenções (motivações, temáticas e valores), nos processos (método, autoria) e nas formas de materialização dos projetos.
A seleção dos projetos apresentados e o mapa conceptual que o discurso curatorial lhes associa pretendeu trazer uma leitura crítica aberta do design de comunicação contemporâneo. Como se mapa e território fossem permutáveis, procurou-se possibilitar ao visitante uma experiência de aproximação, confrontando-o com projetos onde o design se revela, sob algum traço de caracterização especificamente contemporâneo, como uma prática de mediação indissociável das circunstâncias tecnológicas, económicas, culturais e políticas que o enquadram.

Curadoria:
José Bártolo

Participantes:
ARK.Amsterdam; Center for Future Publishing; Clemens Brück; Daniel Sousa; Demian Conrad; Foundland Collective; Henrique Nascimento & Erik Vlemmix; inhabitants-tv.org; Ira Ivanova; João Castro, to the unkown; João Miranda & Desisto; Lyft Creative Studio; Martin Gnadt, Pascal Schönegg, Denis Yilmaz;
Oupas! Design; Rita Matos; Serafim Mendes & Mecha Studio; Studio Formafantasma; Tomba Lobos; Trapped in Suburbia by courtesy of Graphic Matters.

Um projeto de:
Porto Design Biennale
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08.06 — 18.08.2019

DE OUTROS ESPAÇOS

Na continuação da sua parceria com a Fundação EDP, a Galeria Municipal do Porto apresenta De Outros Espaços, uma nova exposição da série Perspetivas, na qual o Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT) tem vindo a propor abordagens temáticas à Coleção de Arte Fundação EDP.
A exposição adota o seu título de um importante ensaio de Michel Foucault e aborda as noções de espaço imaginadas e desenvolvidas por artistas visuais, por oposição aos entendimentos da ideia de espaço provenientes de disciplinas científicas ou técnicas, incluindo a apropriação deste conceito pelo campo da arquitetura a partir do movimento moderno do início do século XX. Desta abordagem à ideia de espaço emergem tópicos prementes como as questões de identidade ou de género, a alienação social nos contextos urbanos contemporâneos, ou a revisitação de memórias históricas complexas, a partir de instalações, pintura e escultura de vários artistas.
Curadoria:
Pedro Gadanho
João Silvério

Coorganização:
Fundação EDP / MAAT

Artistas:
Ana Jotta, Ana Vidigal, Ângela Ferreira, Ângelo Gonçalves, António Júlio Duarte, Bruno Cidra, Bruno Pacheco, Bruno Ramos, Carlos Bunga, Carlos Lobo, Daniel Blaufuks, Edgar Martins, Eduardo Gageiro, Fernanda Fragateiro, Fernando Brito, Francisco Vidal, Gil Heitor Cortesão, Helena Almeida, João Paulo Serafim, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Jorge Leal, Jorge Queiroz, Leonor Antunes, Lourdes Castro, Luísa Ferreira, Luís Campos, Luís Lázaro Matos, Luís Nobre, Maria Pia Oliveira, Miguel Rondon, Noé Sendas, Nuno Cera, Patrícia Garrido, Pedro Calapez, Pedro Casqueiro, Pedro Quintas, Ramiro Guerreiro, Rodrigo Oliveira, Rosa Carvalho, Rui Calçada Bastos, Ruth Rosengarten, Susanne Themlitz, Valter Vinagre


Fotografia:
Ricardo Castelo
Cortesia Fundação EDP





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08.06 — 18.08.2019

DESERTADO. ALGO QUE ACONTECEU PODE ACONTECER NOVAMENTE

A possibilidade de se fazer uma revolução nos tempos de hoje, face às transformações em que a participação no espaço público tem vindo a incorrer, é uma das questões centrais no percurso artístico de Maria Trabulo e o ponto de partida para este projeto expositivo desenvolvido com a curadora Pieternel Vermoortel a convite da Galeria Municipal.
Desertado. Algo que aconteceu pode acontecer novamente surgiu a partir do desafio lançado à artista para pensar e debater o lugar que a ficção e as histórias partilhadas ocupam nas construções sociais e políticas de hoje. Convocando um conjunto de perspetivas de pensamento e propostas artísticas, que se irão encontrar, cruzar e habitar a instalação criada pela artista em colaboração com a curadora, a exposição reflete acerca do que poderá ser o lugar e a ação do artista na nossa paisagem política mutante. Como poderemos entender a participação social e política através da arte, e como pode a arte participar do debate público? Neste contexto, um ato de resistência pode também exigir alguma ficção. 
Uma exposição de:
Maria Trabulo

Com os artistas:
Abbas Akhavan
Ana Kun
Bahman Kiarostami
Dora García
Flaka Haliti
Jeremiah Day
Loukia Alavanou
Melvin Moti
Pilvi Takala

Curadoria:
Pieternel Vermoortel

Fotografia:
Dinis Santos

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16.03 — 19.05.2019

ASTRAY
Caroline Mesquita

A Galeria Municipal do Porto e a Kunsthalle Lissabon apresentam Astray, um projeto de Caroline Mesquita, concebido em dois momentos expositivos distintos e que introduz o trabalho da artista francesa em Portugal. Com curadoria de Sofia Lemos, o novo projeto expositivo, desenvolvido especificamente para o espaço da Galeria Municipal, combina escultura e imagem em movimento, convertendo-o num museu temporário de incerteza estética.

Mesquita encenou anteriormente situações em que figuras de latão oxidado coabitam em diferentes cenas com visitantes, como uma celebração ou um acidente de avião. Neste projeto, o interesse da artista pelo corpo concentra-se no interior, naquilo que sustenta o movimento e a articulação. Para os vertebrados, esta é a possibilidade de locomoção oferecida pelas estruturas ósseas; nas máquinas, é a materialidade da viagem através de escalas espaciais e temporais e da invenção da História. Os aviões, as naves espaciais e as motorizadas viajam numa travessia em direção à imaginação radical. Na Galeria Municipal, Mesquita cria um motor capaz de se mover através de histórias sincrónicas e diacrónicas da existência e questiona, material e simbolicamente, a sua fabricação. O filme Astray, que empresta o título à exposição, reúne animais humanos e não-humanos, motores e máquinas, numa relação performativa entre o passado, o presente e o futuro do observador.
Curadoria:
Sofia Lemos

Comissariado com:
Kunsthalle Lissabon
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16.03 — 19.05.2019

ANUÁRIO
Uma visão retrospetiva da arte no Porto

Anuário consiste num projeto de análise reflexiva sobre as práticas curatoriais e artísticas no Porto ao longo de um ano. Este projeto – integrado na plataforma Pláka, que agrega as políticas de apoio do município à arte contemporânea – foi concebido por João Ribas e Guilherme Blanc e desenvolvido por um coletivo de cinco curadores que os dois convidaram a acompanhar, documentar e analisar projetos artísticos apresentados em espaços públicos da cidade. Este é o primeiro Anuário, uma exposição que resultou de um trabalho continuado de pensamento sobre a produção artística e de um processo de curadoria participado, em que as perspetivas de cinco curadores confluem num entendimento sobre a arte no Porto no último ano.
Curadoria:
Joana Machado
Joaquim Durães
José Maia
Miguel Flor
Rita Castro Neves

Um projeto de:
Guilherme Blanc
João Ribas

Artistas:
ÁCIDA, Ana Pérez-Quiroga, Belén Uriel, berru, Cristina Regadas, Dayana Lucas, Dinis Santos, Diogo Tudela, Dj Urânio & MC Sissi, Dylan Silva, Fernando Sebastião, Garcia da Selva & Mafalda Santos, Hernâni Reis Baptista, João Paulo Serafim, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, José Almeida Pereira, José Oliveira, Lyz Parayzo, Manuela dos Campos, Missing Artist Foundation, Mónica Baptista, Parva Musica, Paulo Lisboa, Paulo Mendes & António Olaio, Pedro Magalhães, Pedro Saraiva, Richie Culver, Sereias, Silvestre Pestana, Thiago Rocha Pitta, Xavier Paes, Xoan Torres.

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