• Anna Zvyagintseva

    Encontros à Superfície

    Encontros à Superfície é o mais recente projeto expositivo da Galeria Municipal do Porto, e traz para o exterior do edifício intervenções de quatro artistas da Ucrânia que, entre abril e dezembro de 2022, irão partilhar a sua realidade com a cidade através das imagens e impressões transmitidas em cada obra.
     
    A primeira peça exibida é “the same hair”, da artista Anna Zvyagintseva (1986, Dnipro, Ucrânia), que tem vindo a trabalhar temas como o corpo, explorando a fragilidade da vida através de momentos intangíveis fugidios.
     
    Encontros à Superfície contará ainda com as contribuições das artistas Catherina Lisovenko e Alevtina Kakhidze e da dupla 12345678910 Studio (Yevhenii Obraztsov e Anastasiia Omelych).
     
    Cada imagem será interpretada graficamente pela artista e designer Irina Pereira, um gesto que cria uma zona de encontro liminar, produzindo um espaço de partilha entre realidades e experiências distintas.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Tales Frey

    Fomos ao atelier de Tales Frey no espaço Túnel, uma antiga gráfica em Campanhã, convertida num estúdio partilhado entre artistas.
     
    A viver no Porto desde 2008, Frey recorre à performance como principal meio de expressão plástica e discursiva, cruzando o vídeo, a escultura ou a escrita. Alguns dos seus trabalhos mais recentes, como a performance colaborativa “Veste Única”, exploram sínteses estéticas sobre a noção de viver em coletivo, refletindo nas possibilidades de construção de um corpo comum. Tem vindo a explorar novos desafios conceptuais e estéticos, incluindo na sua produção artística uma dimensão documental, gráfica e sígnica.
     
    É representado pela Galeria Verve, em São Paulo e pela Shame, em Bruxelas, e até ao dia 7 de maio, podemos visitar a sua exposição ”Indexxx” na Galeria Ocupa, no Porto.
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Visitas de estúdio 👁

    Paralaxe

    Do estudo dos planetas, à sismologia ou meteorologia, o núcleo de investigação PARALAXE explora os lugares alheios à prática artística, incentivando artistas a ocupar e repensar estes espaços.
     
    Fomos ao encontro da Carolina Grilo Santos, Diana Geiroto e Luisa Abreu, que criaram o Paralaxe em 2019, contando já com uma segunda edição. A primeira, ocupou o Instituto Geofísico da Universidade do Porto, estando o segundo ciclo a decorrer no Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros, em Gaia.
     
    Entre o Círculo Meridiano de Espelho e o Grande Telescópio, os artistas tornaram o território e o equipamento científico num laboratório cruzado que abrirá portas já no próximo dia 7 de maio às 17h00, com uma exposição dos trabalhos desenvolvidos em residência por Beatriz Sarmento, Bruno Silva, Carlos Mensil, Ece Canli, H0b0, Joana Ribeiro e Juliana Campos.

     
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Visitas de estúdio 👁

    Gata da Mata

    Fomos ao encontro das Gata da Mata, um projeto de conhecimento e partilha sobre comida e territórios, que nasce do fascínio de Aija Repsa e Elīna Štoļde pela natureza e culinária.
     
    Ao longo de vários anos, as duas cozinheiras “de formação e coração” foram acumulando saberes e partilhando experiências sobre plantas silvestres, cogumelos e bactérias.
     
    Vindas da Letónia há cerca de 10 anos, foi nas praias do Norte que iniciaram uma nova investigação e recolha de algas atlânticas. Gata da Mata organiza percursos em horas de maré baixa, workshops de fermentação e publicações regulares sobre espécies vegetais, e têm vindo a estabelecer redes com a comunidade, através de projetos “faça-você-mesmo”, enraizados na vontade de mudar comportamentos de vida e hábitos alimentares, fomentando a ligação entre comunidade e biodiversidade.
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Candidaturas ao curso “Desejos Compulsivos” já estão abertas

    As candidaturas ao curso “Desejos compulsivos: a extração de lítio, o crescimento ilimitado e a auto-otimização”, concebido e organizado pela arquiteta e investigadora Marina Otero Verzier, estão abertas a partir de hoje até ao dia 29 de abril. Inscrito no âmbito do programa municipal Colectivos Pláka, o curso terá lugar entre os dias 7 e 11 de maio, no Hotelier (R. de Anselmo Braancamp 324), tendo um custo de participação de 50 euros.

    Propondo um entendimento alternativo das noções de energia, progresso e vida plena, o programa do curso está centrado no lítio e no seu múltiplo papel como estabilizador do humor e combustível na chamada transição para uma energia verde. Durante os cinco dias do encontro, os participantes terão a oportunidade de conhecer os planos em andamento para iniciar a extração de lítio no Norte de Portugal e suas implicações na degradação de ecossistemas inteiros, através de visitas a minas e a banhos termais públicos de águas terapêuticas mineralizadas. Ao longo desses dias, entrarão em contacto com vários ativistas e representantes de movimentos nacionais e internacionais de contestação à extração mineira e defesa dos lugares — incluindo o “Movimento Não às Minas” de Montalegre, “Unidos em Defesa de Covas do Barroso” e “SOS Serra d’Arga” —, que irão relatar as suas lutas e experiências em disputas legais e ambientais e as suas formas de ação. Em conjunto com convidados locais e estrangeiros, com trabalho em diferentes disciplinas — Marisol de la Cadena, Susana Caló, Anastasia Kubrak, Michael Marder e Godofredo Pereira —, o grupo envolver-se-á em práticas colaborativas e abertas.

    As diferentes sessões de “Desejos compulsivos” serão conduzidas em língua inglesa. Limitado a 30 participantes, as inscrições devem ser efetuadas através do envio de um e-mail para para plaka@agoraporto.pt com as seguintes informações: Nome; Idade; Profissão ou ocupação; Número de telefone; Carta de Motivação e CV Abreviado (até 3.000 caracteres, com espaços, em Inglês ou Português). A seleção dos participantes será feita pela organizadora do curso.

    O programa completo do curso pode ser consultado no website da plataforma PLÁKA.
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    Thais de Menezes

    Cor, palavras de ordem e Samba — assim é o atelier no Porto da artista Thais de Menezes.
     
    A sua obra cresce em paralelo com a investigação histórica e plástica que desenvolve no Mestrado em História da Arte, na FCSH-Universidade Nova de Lisboa, em torno das diferentes dinâmicas da “construção do outro”. A partir das peças "Cabeça de preto", de Soares dos Reis, Thais questiona as narrativas hegemónicas da história da arte nas quais pessoas e corpos negros são capturados como categorias iconográficas.
     
    A abordagem crítica e necessária de Thais cruza leituras interseccionais, feministas e descoloniais, propondo novas configurações e experiências. É o caso das suas pinturas "ORÍ de Preto"—sendo “ORÍ” um prefixo Iorubá que significa cabeça—com as quais contrapõe e desafia as representações negras, em contraste com a branquitude imposta ao longo da história.
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Clarice Cunha

    Monumentos descartáveis, desdobramentos materiais e diálogos paradoxais, são alguns dos imaginários trabalhados pela artista Clarice Cunha. Natural de São Paulo, Brasil, vive no Porto desde 2019, onde articula, através de uma linguagem híbrida, a sua formação em Arquitetura e Urbanismo e o Mestrado em Artes Plásticas.
     
    A partir de observações sobre o território urbano, a formação da paisagem e a materialidade das cidades, Clarice reflete sobre a presença humana e o modo como a sua intensa atividade tem alterado e explorado profundamente os ambientes urbanos e naturais.
     
    De um processo de investigação marcado pela recolha e catalogação intensiva, resultam esculturas, instalações e cenografias, que nos remetem para um jogo metalinguístico sobre a falência do mundo, articulada de forma lúdica e simultaneamente crítica.
     
    Em 2021, participou no projeto Anuário com a obra “Sondagem”, sendo o seu último projeto “Fábulas sobre a fauna urbana: sala de estar para gatos errantes", uma intervenção para a plataforma Entre Montra, no edifício Parnaso, Porto.

    www.claricecunha.com.br
     
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Sábado, 9 de abril, 22h

    9Kg de Oxigénio — Lançamento da publicação

    No próximo sábado, pelas 22 horas, acontece o lançamento do livro que resulta da exposição 9kg de Oxigénio, apresentada na GMP em 2019, com curadoria de "Uma Certa Falta de Coerência", um projeto gerido por André Sousa e Mauro Cerqueira.
     
    O momento irá ocorrer no espaço de "Uma Certa Falta de Coerência" por ocasião da inauguração da exposição de Babi Badalov, "Darktoevsky", um dos artistas em 9kg de Oxigénio.
     
    A publicação conta com contribuições dos 18 artistas participantes e textos inéditos de Guilherme Blanc e Pedro de Llano.
    Local:
    Uma Certa Falta de Coerência
    Rua dos Caldeireiros 77, 4050-140 Porto

    O livro conta com as contribuições de:
    Guilherme Blanc, Uma Certa Falta de Coerência (André Sousa e Mauro Cerqueira), Pedro de Llano Leira, Babi Badalov, Daniel Barroca, António Bolota, Camilo Castelo Branco, Merlin Carpenter, Rolando Castellón, June Crespo, Luisa Cunha e Fernando J. Ribeiro, Stephan Dillemuth, Loretta Fahrenholz, Pedro G. Romero, Dan Graham, Alisa Heil, Mike Kelley, Ruchama Noorda, Silvestre Pestana, Josephine Pryde, Angel Calvo Ulloa, Xoan Torres.
  • Encontros entre arte, música, natureza e ciência

    Galeria Energia

     
    Sou vento, fogo, folha e árvore
    Espírito, paixão e sonho
    Ilumino, aqueço, brilho 
    Aciono.
     
    Sou matéria e força
    Atualidade, vitalidade, instabilidade
    Metamorfose e movimento
    Mudo de forma, de lugar, de sentido.
     
    Podem-me extrair e explorar, mas não destruir.
    Podem-me inflamar e deslocar, mas não criar.
     
    Estou em toda a parte e em parte alguma
    Aqui e ali, agora e depois
    Sou a Galeria Energia.
     
    Acompanhada por artistas, músicos, poetas, cientistas e escritores vou aparecer e reaparecer, correr, cantar, voar e dançar em bibliotecas e mercados, cinemas e estúdios de gravação, baldios e jardins românticos.
     
    Sou um ciclo anual de concertos, debates e percursos articulado em quatro segmentos:

    Ciência é Arte — Considerando os modos como a ciência e a arte descobrem e interrogam o mundo, faço a pesquisa sair do laboratório, partilhando conhecimentos sobre temas que importam para o presente da arte, como o medo, a reprodução e a alquimia moderna.
    Sexta-feira, 8 abril — Marta MoitaA Ciência do Medo
    Sexta-feira, 22 julho — Patricia SaragüetaA Amiga da Onça
     
    Imaginários — Entendendo os imaginários como instrumentos para conceber o presente, desejar a mudança e criar o futuro, convido figuras-chave do pensamento contemporâneo a apresentar uma fonte para um imaginário importante para o presente. 
    Sexta-feira, 29 abril — Teresa CastroPensar com líquenes e ervas daninhas
    Quarta-feira, 22 junho — Saidiya HartmanA História Recontada
     
    Concertos comentados — Concebendo o concerto como uma conversa, convido performers musicais a partilharem as suas escolhas estilísticas, influências e referências estéticas através do diálogo e da atuação. As notas irão das ressonâncias dos gongos ao intercâmbio cultural e à exploração de forças cósmicas ancestrais. 
    Sábado, 28 maio — João Pais FilipeSun Oddly Quiet 
    Domingo, 19 junho — InvernomutoBlack Med, Capítulos IV & VI 
    Sexta-feira, 30 setembro — NkisiGestos Invisíveis 
     
    Pastos e Pastos — Percorrendo caminhos onde a natureza e a cidade se encontram, seguirei o olhar atento de artistas e cientistas, cuja investigação cruza os campos da medicina, da gastronomia e da sustentabilidade, e cujas perspetivas desafiam as convenções taxinómicas e topológicas. 
    Sábado, 9 julho — A RecoletoraPlantas Insubmissas
    Imagem: "Jaguarete", de Patricia Saragüeta
  • Visitas de Estúdio 👁

    Mariana Vilanova

    Como pode a tecnologia tornar-se uma extensão do corpo e da memória? — Talvez seja esta uma das maiores questões que Mariana Vilanova aborda no seu trabalho.
     
    Numa viagem digital pelos processos de simulação e reconstrução de imagens, a artista fala-nos sobre as manipulações da memória humana e artificial em peças como “Evoking a Simulated Past”, mas também das premissas do Cosmismo russo, com as quais trabalhou para a sua última exposição “Before and After Us”, no espaço Rampa.
     
    A residir no Porto, Mariana Vilanova tem vindo a explorar um diálogo permanente entre espaço e tempo, refletindo sobre o impacto do digital na apreensão de informação e numa produção de imagens que fundem a representação do visível com a poética da escala.
     
    www.marianavilanova.com
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Joana da Conceição

    Camélias psicadélicas, ecos feministas da Antiguidade Clássica, mãos do Yoda com manicure, geometria delirante — estes são alguns dos fragmentos da obra multifacetada da artista Joana da Conceição.
     
    Natural do Porto e a residir atualmente em Lisboa, após um periodo de residência em Nova Iorque, a artista tem uma prática sincrética, sendo também fundadora, com André Abel, dos Tropa Macaca, um dos duos musicais mais ativos no país.
     
    Durante a nossa visita ao seu estúdio, numa antiga e pitoresca associação cultural em Lisboa, conversamos sobre o seu amor pelas formas e imaginários da pré-história, a sua relação entre imagens e sons, e a sua mais recente exposição, no Quérela, onde criou um ambiente intimista e cenográfico com pinturas e sons, que também visitamos.
  • Edições GMP

    Galeria Municipal lança 2ª edição de

    Depois do sucesso da primeira edição, a Galeria Municipal do Porto volta a publicar o livro "Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010 - 5 Décadas de Inquietação Musical"!
    A publicação já está disponível para compra no balcão da Galeria Municipal do Porto, ou por correio, através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Alisa Heil

    Fomos visitar "Tiresias Und Der Kleine Tod", a exposição/instalação da artista Alisa Heil no Espaço Mira. Partindo da mitologia grega de Tiresias, profeta cego de Apolo em Tebas, que durante sete anos foi transformado em mulher, Heil criou um ambiente imersivo e sensorial, onde os elementos materiais e as composições lumínicas, sonoras e olfativas nos envolvem, transformando a nossa experiência percetiva. A visita foi feita em conjunto com a curadora Fernanda Brenner, diretora artística da plataforma Pivô Arte e Pesquisa, em São Paulo.
     
    Natural da Alemanha, Alisa Heil reside no Porto, trabalhando ocasionalmente sob o pseudónimo de Abraham Winterstein, uma conjugação dos nomes de solteira das suas duas avós. Heil interessa-se sobre a representação feminina na mitologia e cultura popular, refletindo-a através da sensorialidade dos materiais. Desde 2017 gere a programação do espaço de arte independente Kunsthalle Freeport, no Centro Comercial Stop.

    www.alisaheil.net
  • Edições GMP

    Galeria Municipal lança publicação “To School Out of School”

    “To School Out of School” resulta do curso de reflexão em arte contemporânea homónimo, integrado na segunda edição do programa municipal Colectivos Pláka. 
     
    “To School Out of School” foi coordenado por Ana Rocha, produtora, curadora, coreógrafa e performer, e André Sousa, artista e cofundador do projeto artístico "Uma Certa Falta de Coerência" e decorreu em três momentos entre o final de 2018 e o início de 2019. O curso juntou artistas e pensadores nacionais e internacionais na criação de uma oficina temporária de estudos contemporâneos com enfoque em coletivos, ações a solo, estruturas informais ou institucionais que desenvolvem os seus projetos na área da curadoria e do pensamento sobre a Cultura na atualidade.
     
    A publicação, co-editada por Ana Rocha e André Sousa, congrega contributos dos curadores, críticos e artistas que participaram no curso: Adrian Heathfield, Benjamin Seroussi, Catarina Saraiva, Fadwa Naamna, Irit Rogoff, Markus Miessen, Olivier Marbeout, Pedro G. Romero e Stephan Dillemuth, juntamente com desenhos de Mauro Cerqueira, e introdução de Guilherme Blanc, Diretor Artístico do Batalha Centro de Cinema, que comissariou a iniciativa e o projeto editorial.
     
    Promovido no âmbito da plataforma Pláka, o programa Colectivos Pláka reúne grupos de reflexão e produção de pensamento sobre arte contemporânea e a prática artística, tendo como objetivo central exponenciar as oportunidades de pensamento, aprendizagem, partilha de conhecimento entre artistas e agentes culturais residentes no Porto. 
     
    A aquisição pode ser feita através deste website ou no balcão da Galeria Municipal do Porto.
    Editora:
    Ágora – Cultura e Desporto do Porto, E.M. / Galeria Municipal do Porto
     
    Projeto Editorial:
    Guilherme Blanc
     
    Edição:
    Ana Rocha, André Sousa
     
    Contributos:
    Adrian Heathfield 
    Benjamin Seroussi
    Catarina Saraiva
    Fadwa Naamna
    Guilherme Blanc
    Irit Rogoff
    Markus Miessen
    Mauro Cerqueira
    Olivier Marbeout
    Pedro G. Romero
    Stephan Dillemuth
     
    Coordenação Editorial:
    Tiago Dias dos Santos
     
    Design Gráfico:
    José Peneda
     
    Tradução:
    Cláudia Coimbra
    Martin Dale
     
    Revisão:
    Cláudia Gonçalves
    Diana Reis
    Hernâni Baptista
     
    Fotografia:
    Renato Cruz Santos
     
    Impressão:
    Empresa Diário do Porto
     
    ISBN: 
    978-972-99913-8-7
     
    Preço:
    10€
  • Visitas de Estúdio 👁

    Samuel Wenceslau

    “Mancha também é beleza”, ensina-nos Samuel Wenceslau. Artista originalmente de Nova Lima (Brasil) e atualmente residente no Porto, recebeu-nos na sua casa-estúdio-estufa que acolhe plantas e imagens de plantas, arquivos e cenografias, memória e descoberta, afetos e pesquisa. 
     
    Durante a nossa Visita de estúdio, falámos sobre a sua relação com a botânica e descobrimos as nomenclaturas afetivo-formais que tem vindo a criar através de representações gráficas de plantas e musgos. No seu projeto “Studiolo Gráfico / Inventário Gráfico de Formas Naturais”, Samuel combina elementos da paisagem de Minas Gerais e do Norte de Portugal. 
     
    Além de artista visual, Samuel é também a “Rainha da Sucata”, colecionando objetos abandonados nas ruas e integra o coletivo Kebraku.
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Revisitar Programas públicos

    "Statues of Tehran", de Bahman Kiarostami

    Integrado no programa público da exposição "Desertado. Algo que aconteceu pode acontecer novamente", foi apresentado o documentário "Statues of Tehran", do realizador Bahman Kiarostami. 
     
    A obra fílmica questiona a função dos monumentos na atual Teerão, uma megametrópole pós-moderna e ideologicamente sobrecarregada, acometida pelo esquecimento. A peça retraça o destino de duas importantes esculturas públicas: a primeira, um trabalho pioneiro encomendado pela família real nos anos 1970 de autoria do então mais destacado escultor da modernidade, Bahman Mohassess; a segunda, um tributo à Revolução Islâmica instalada na Praça da Revolução, de Iraj Esskandari. Sob a égide da Revolução, a primeira foi condenada primeiro ao desleixo e finalmente a ser armazenada, enquanto a segunda se tornou uma peça de referência entre a profusão de projetos públicos que celebram a Revolução e a Guerra Irão-Iraque.
    Uma exposição de:
    Maria Trabulo
     
    Curadoria:
    Pieternel Vermoortel
     
    Com os artistas:
    Abbas Akhavan, Ana Kun, Bahman Kiarostami, Dora García, Flaka Haliti, Jeremiah Day, Loukia Alavanou, Melvin Moti e Pilvi Takala.
  • Visitas de Estúdio 👁

    Paula Pinto

    Visitamos o atelier da curadora Paula Parente Pinto, co-curadora da exposição "Que Horas são Que Horas / Uma Galeria de Histórias" que decorreu na Galeria Municipal do Porto em 2021. A sua pesquisa transdisciplinar centra-se na investigação histórica e na recuperação e ativação de arquivos.
     
    Durante a nossa visita, Paula Parente Pinto mostrou-nos o trabalho que está a desenvolver em torno do espólio de performance do crítico de arte Egídio Álvaro. Os vários materiais que constituem o espólio, originalmente arquivado em Paris, foram trazidos para o Porto pela curadora, e estão agora a ser investigados, restaurados e catalogados. Serão em breve partilhados através de um programa de atividades no espaço RAMPA, um projeto desenvolvido graças a uma bolsa de apoio Criatório 2021.
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Revisitar Exposições

    Luchona, por Gabriel Chaile

    Integrado na exposição coletiva "Pés de Barro" com curadoria de Chus Martínez e Filipa Ramos, em 2021 na GMP, Gabriel Chaile apresentou uma escultura intitulada "Luchona".
     
    "O meu trabalho está ligado a uma predisposição antropológica de compreensão das nossas próprias coisas. Sempre me tomei como objecto de estudo, a nível visual, e muitas coisas surgiram daí. Tomei sempre o que me era mais próximo primeiro, e isso era a vida da classe trabalhadora. Vi aquelas imagens, vi a minha mãe a cozer pão toda a sua vida num forno de barro e o meu pai, pedreiro, a chegar tarde, dormindo pouco, sem descansar, trabalhando muito. Todas as situações de que me aproximo formal, e visualmente, são uma forma de falar sobre aquilo que não acontece na corrente dominante da sociedade e que está lá, relaciona-se com a vida em modos que não são visíveis." Gabriel Chaile
     
    Na América Latina, luchona [lutadora] é um nome depreciativo dado a jovens mães solteiras que são consideradas imaturas e irresponsáveis por saírem à noite enquanto criam os seus filhos. A monumental Luchona de Gabriel Chaile presta homenagem a estas mulheres, revelando a sua natureza engenhosa e amorosa.
     
    Revisitamos o arquivo da Galeria Municipal do Porto, trazendo ao presente algumas das obras, projetos expositivos ou momentos integrados nos programas públicos e educativos desde 2016.

    Pés de Barro
    12.06 – 22.08.2021
     
    Curadoria:
    Chus Martínez
    Filipa Ramos
     
    Artistas:
    Neïl Beloufa
    Isabel Carvalho
    Gabriel Chaile
    Pauline Curnier Jardin
    Formabesta (Salvador e Juan Cidrás)
    Tamara Henderson
    Ana Jotta
    Eduardo Navarro



     
    Gabriel Chaile
    "Luchona", 2021.
    Estrutura metálica, barro cru, madeira, terra.
    Cortesia do artista e / Courtesy of the artist and Barro, Buenos Aires e, Berlim.
  • Edições GMP

    Galeria Municipal do Porto lança o livro “Máscaras”

    Em 2020 a Galeria Municipal do Porto abria a exposição "Máscaras (Masks)". A publicação, coeditada com a Mousse Publishing, está agora disponível para aquisição.
     
    O projeto expositivo, que contou com a curadoria de João Laia e Valentinas Klimašauskas, centrou-se no papel das máscaras ao longo da história e materializou-se nas obras de vinte e um artistas. Um artefacto presente na sociedade desde tempos remotos, a máscara tomou as mais variadas formas e papeis: da caricatura à camuflagem, da imitação à maquilhagem social, passando pelo mundo online e offline. Nas palavras dos curadores, a máscara uniu “povos completamente diferentes no tempo e no espaço”.
     
    Pensada ainda antes da pandemia, a exposição foi apresentada quando as máscaras se tornaram obrigatórias na entrada dos museus. Passados dois anos, estes objetos continuam ainda presentes na vida quotidiana, conferindo uma simbologia premente e atual à publicação. O projeto editorial, também assumido pelos dois curadores, contou com as contribuições de Guilherme Blanc, Grada Kilomba, Zack Blas e o coletivo Omsk Social Club. Mais do que um catálogo, “Máscaras” é uma extensão do projeto expositivo em formato de livro, prolongando as suas reflexões através de contribuições textuais inéditas e complementares à exposição.
    A publicação está disponível para compra no balcão da Galeria Municipal do Porto, ou por correio, através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt.
  • Revisitar Programas públicos

    Erro 417: Conversas, percursos e performances

    O programa público da exposição “Erro 417: Expectativa Falhada” foi apresentado em dois momentos, reunindo um conjunto de atividades composta por conversas, percursos e performances. 
    O primeiro momento contou com a poetisa e investigadora indígena Ellen Lima, que propôs um passeio pelos Jardins do Palácio de Cristal. Mais tarde, Lima juntou-se à conversa com o Coletivo FACA e Marta Espiridião, curadora do projeto expositivo. No mesmo dia, foi ainda apresentada no espaço de exposição a performance "Estomacus", da dupla Trypas Corassão.
     
    No segundo momento do programa foi apresentada uma conversa entre Hilda de Paulo, Luan Okun e Marta Espiridião, intitulada "Error 406: Not Acceptable". Okun apresentou ainda a performance "O jeito que o corpo dá", que contou com a colaboração de Joni Ricos e projeção vídeo de Yuna Turva.
    14 e 19 de fevereiro, 2022
  • Visitas de Estúdio 👁

    Svenja Tiger

    Fomos ao Bonfim visitar o atelier de Svenja Tiger, artista participante na última edição do projeto Anuário.
     
    Formada em figurinismo e belas artes, @svenjatiger concebe o têxtil como uma forma de pintura em que celebra a multiplicidade dos corpos, dando forma às suas possíveis mutações.
    Influenciada por fábulas, lendas populares, mitologias e ficções, a artista cruza o real e o folclore, o humano, o animal e o natural em obras em que o corpo é veículo, adorno e movimento.
     
    www.svenjatiger.com
  • Visitas de Estúdio 👁

    Pedro Moreira

    Visitamos o Sarau Studio onde trabalha Pedro Moreira, cuja prática artística explora questões de identidade. Combinando teologia, mitologia e esoterismo, Pedro Moreira cria formas e seres imaginários que emergem organicamente dos seus vídeos, instalações, performances e esculturas em cerâmica.

    www.pedmoreira.com
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Revisitar o Programa Educativo

    Uma análise às Exposições Coloniais, por Bambi Ceuppens

    Em maio deste ano recebemos a antropóloga e curadora Bambi Ceuppens para uma conferência que se debruçou na análise das Exposições Coloniais do Porto, em 1934, e de Bruxelas, em 1958, incidindo sobre a problemática dos zoos humanos e sobre as implicações éticas destes eventos na contemporaneidade.
     
    O momento, apresentado no auditório da Biblioteca Municipald Almeida Garret, integrou o eixo "Um Elefante no Palácio de Cristal", com curadoria de Alexandra Balona, Melissa Rodrigues e Nuno Coelho com InterStruct Collective. Parte do ping! – Programa de Incursão à Galeria.
    13 de maio, 2022
  • Revisitar Programas públicos

    Visita guiada e projeção de filme com Milena Bonilla

    O programa público da exposição "A Hora Antes do Pôr-do-Sol" de Milena Bonilla, com curadoria de Juan Luis Toboso, contou com a presença da artista para uma visita guiada à exposição e para a exibição do filme "I am Life and Life is Beautiful", que integrou o projeto expositivo. À projeção seguiu-se uma conversa entre Bonilla e Filipa Ramos. 
    6 de fevereiro, 2022
    Auditório da Biblioteca Municipald Almeida Garrett
  • Visitas de Estúdio 👁

    Dayana Lucas

    Dayana Lucas, em residência nos Ateliers Municipais, foi a primeira artista visitada num encontro que nos levou a conversar sobre o trabalho atual, que cruza o desenho, a escultura, a performance e o design gráfico. Natural de Caracas, Venezuela, Dayana Lucas reside no Porto há vários anos, onde recentemente lançou a Orinoco, um projeto editorial dedicado à publicação de livros de artista, cada um com uma identidade e formato próprio.
     
    O artista Uriel Orlow, que tem vindo a desenvolver o workshop "Assembleia das Plantas" com o ping!, acompanhou-nos durante a visita.
     
    www.dayanalucas.com
    www.urielorlow.net
    Com vontade de descobrir, revisitar e aproximar-se da comunidade de artistas do Porto, a GMP lança as Visitas de estúdio 👁. De modo informal e curioso, a nossa equipa visita os ateliers e espaços de criação do Porto.
  • Revisitar Exposições

    The Oracle, por Diana Policarpo

    Integrado na exposição “Nets of Hyphae”, de Diana Policarpo, a artista apresenta o vídeo “The Oracle”. A obra faz uma contextualização histórica do ergot, desde a mitologia grega até à Idade Média, pondo em evidência os conhecimentos e as práticas pioneiras de parteiras, curandeiras e agricultoras na medicina tradicional, na farmacologia e na obstetrícia. Através desta obra, a artista estabelece, ainda, ligações entre as lutas das mulheres pela justiça reprodutiva, desde os julgamentos das bruxas de Salém até ao direito ao aborto nos dias de hoje.
     
    “O Claviceps purpurea, também conhecido como esporão-do-centeio, cravagem ou ergot, é um fungo parasita que infecta cereais e gramíneas, sobretudo o centeio, destruindo os ovários das plantas. ‘Quando descobri que atacava o sistema reprodutor das plantas, estabeleci logo o paralelismo com o corpo humano e a saúde reprodutiva da mulher’, conta Diana Policarpo. Este fungo tem propriedades alucinogénias e medicinais, tendo sido usado ao longo de várias décadas por curandeiras e parteiras, tanto para realizar abortos como para ajudar as mulheres no pré e no pós-parto. Era, inclusive, uma das plantas utilizadas para fins abortivos por mulheres escravizadas e violadas pelos escravocratas e colonizadores que não queriam dar à luz futuros escravos.” — no Jornal Público, a 12 de janeiro, numa entrevista feita pela jornalista Mariana Duarte.
     
    A exposição “Nets of Hyphae”, foi apresentada na GMP entre 2020 e 2021 e contou com a curadoria de Steffanie Hessler e foi coproduzida pela Kunsthall Trondheim.
    Revisitamos o arquivo da Galeria Municipal do Porto, trazendo ao presente algumas das obras, projetos expositivos ou momentos integrados nos programas públicos e educativos desde 2016.

    Nets of Hyphae 
    Diana Policarpo
    04.12.2020 - 25.04.2021
     
    Curadoria:
    Stefanie Hessler
     
    Coprodução:
    Kunsthall Trondheim

    Diana Policarpo
    "The Oracle", 2020.
    Vídeo, 10’ loop.

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